segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Coisas do Amor

Coisas do amor não têm explicações... 
Porque eu te amo, mesmo você estando tão longe de mim.
Porque eu te quero e sei que você também me quer.
Porque nos entendemos num simples olhar.
Porque temos uma telepatia impressionante entre nós dois.

E quando estamos juntos, nos transformamos num ser único.

Ninguém pode entender a ligação que temos, mas e daí?
Que me importa a opinião dos outros? O que eu sinto por você nunca mudará.

É incondicional!
É inesquecível!
É surpreendente, sincero...
Me faz tão bem!

Você é o erro mais exato que tive e o amor imperfeito mais perfeito entre os seres.

Se eu soubesse tudo o que sei agora, tudo o que vivi nesses anos e descobri com você, erraria tudo exatamente igual...
Porque quando o erro for bom, errarei sempre!

E se o meu destino for ficar com você, meu bem, a gente ainda vai se ver por aí.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Presentes & Amizades

O Natal ainda não chegou e eu já estou ganhando presentes. E de amigos maravilhosos! Quem foi que disse que não se pode ter amigos virtuais? Pois eu digo que pode, e é muito bom. Pessoas especiais existem em qualquer lugar, inclusive na internet e eu agredeço por tê-las conhecido.
Neste post queria deixar registrado o carinho que recebi de alguns desses amigos. Que essa amizade perdure para sempre. Obrigada, amigos!
Ane

Presentes das comunidades do orkut: Livro Errante (amigo-secreto e concurso de contos) e Gostamos de Ler.

Presente da amigo-secreta Eva Jô, de Salvador, da comunidade Gostamos de Ler.


Presente da amiga-secreta Ednice, de Natal-RN, da comunidade Livro Errante.
Presente do concurso de contos do Livro Errante:
enviado pela Márcia Regina de Porto Alegre-RS e,o marcador de páginas feito pela Eliane de Porto Velho-RO.

P.S.: Tenho muito o que ler. Oba!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Há coisas que são mais simples do que se imagina...

Acordou de um sonho bom! Espreguiçou-se prazerosamente, quando de repente olhou para o lado e se deparou com um corpo ali, dormindo profundamente. Que susto levou! Por um minuto esqueceu que não estava sozinha. Na verdade acabou de lembrar da noite deliciosa que tinha vivenciado a pouco, mas ainda não se habituara em acordar, digamos assim, acompanhada. Havia decidido que, após o sexo, pediria com jeitinho, para o moço ir embora, apesar de não conseguir lembrar exatamente o porquê de não ter feito isso, afinal ele estava bem ao seu lado, atirado, envolto aos lençóis.
Olhou outra vez para o rapaz ali, era moreno, tinha a pele clara, cabelos desgrenhados, bonito. Estava nu – que corpo! – bem à vontade, praticamente sentindo-se em casa. Humm, isso a fez estremecer um pouco, um leve frio na barriga surgiu. Já estava saindo há algum tempo com ele, mas era a primeira vez que trazia à sua casa. E a primeira vez deles também! Gostava dele! Era carinhoso, gentil, companheiro, bonito e, excelente amante, o que havia descoberto não fazia muito tempo, mas não sabia identificar exatamente que sentimento era aquele que estava surgindo dentro de si. Algo incomum para ela!
Levantou cuidadosamente para não acordá-lo. Não queria que ele a visse toda descabelada e com mau hálito. Rapidamente, foi ao banheiro. Escovou bem os dentes com direito a fio-dental e bochecho com anti-séptico bucal. Lavou o rosto, penteou os cabelos, olhou-se no espelho! Sim, estava com uma aparência melhor. E agora, o que faria? Prepararia o café ou o acordaria primeiro? Foi preparar o café e esperar ele acordar sozinho. Não sabia lidar muito bem com esse tipo de situação.
Na cozinha, enquanto preparava algo para comer, passaram em sua cabeça cenas da noite estupenda com o rapaz do quarto. Agora, recordando de tudo, via o quão intenso foi tudo aquilo. Era difícil de comparar com outras relações outrora tidas, pois aquela foi única, inexplicável! Estaria apaixonada? Ai, meu Deus, era só o que faltava, pensou. Havia acabado de terminar um relacionamento de três anos e tinha prometido não se apegar a ninguém, especialmente agora que tinha enfim conquistado sua liberdade e conseguido alugar um apartamento só para si. Se bem que tinha passado dos 30 e a maioria de suas amigas estavam casadas e muitas já com filhos. Não, não! Sem precipitações! Talvez ele tenha dormido aqui porque era muito tarde, ou estava chovendo... Sim, chovia muito ontem à noite! Chovia? Sinceramente, depois que ela entrou no apartamento ontem, esqueceu do mundo lá fora. Talvez não tivesse dinheiro para o táxi e ficou sem graça em pedir emprestado. Não, ele veio de carro, então não pode ser isso também. Sua cabeça fazia um nó quando foi chamada de volta com o bip do microondas. De repente olhou para a porta e viu-o a espiando. Aqueles olhos azuis tão envolventes, ternos. Veio em sua direção, abraçou-a, sussurrou “bom dia” em seu ouvido, elogiou-a e beijou-lhe ardorosamente. Agora começava a lembrar porque não havia mandado ele para sua casa.
- Que tal um banho a dois? – ele perguntou.
Ela não pensou duas vezes. Puxou-o pela mão e o levou direto ao banheiro. Quem sabe mandasse ele embora logo depois, mas por alguma razão, ela sabia que isso não ia acontecer.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Amores & destinos

Era sempre igual. Dia após dia a mesma rotina. O despertador tocava às seis da manhã com o locutor da rádio gritando de maneira exagerada como se tivesse saído de uma festa ou coisa parecida. Com um toque no rádio-relógio, ele desligou-o e espreguiçou-se. Sim, mais um dia com chefe falando sem parar atrás dele em um trabalho demais para um salário inversamente proporcional ao mesmo, e uma faculdade na qual só fazia como garantia de permanecer no emprego.
Havia terminado fazia um mês com sua ex-namorada. Ela, sem mais nem menos, apaixonara-se (segundo a própria) por um filho de banqueiro e resolveu terminar a relação, logo em um momento que ele acreditava ter encontrado alguém realmente legal. Doce ilusão!
Saiu da cama e foi tomar uma ducha. Colocou a cabeça embaixo d'água e ficou pensando no quanto sua vida se desestruturou nos últimos tempos. Era jovem ainda, mas já beirava os 30. As coisas iam bem no início da faculdade, ainda na época que cursava jornalismo (a profissão dos sonhos. Amava escrever!). Porém, depois da morte do pai, cada integrante da família foi para um lado e ele se mudou para a capital. Passou no vestibular em uma universidade federal já que não podia pagar seus estudos, vendeu o carro para adiantar um dinheiro até conseguir trabalho. Alguns dias depois que chegou à cidade, conheceu Ana e, no mesmo instante que pôs os olhos nela, apaixonou-se! Era linda! Olhos azuis, cabelos castanhos ondulados caídos em suas costas, cintura fina, boca perfeita... Porém seus amigos alertaram-no que era melhor ter cuidado, pois ela já havia ferido muitos corações. Mas a paixão cega as pessoas e foi o que fez com ele. Não deu ouvido a eles e tapou seus olhos. Pôs sua mão no fogo por ela. Pena que se queimou. E a ferida em seu coração ainda estava aberta. Doía só de lembrar da traição!
Desligou o chuveiro, se enrolou na toalha e olhou-se no espelho. Como estava mudado. Pálido, com a barba por fazer, olheiras profundas como conseqüência de noites de insônia. Havia emagrecido. Também pudera, morando sozinho, com pouco dinheiro e com todos horários ocupados praticamente esquecia de comer. Fora que seu estômago não ajudava muito, pois sentia pouca fome nos últimos dias. Fez a barba, penteou os cabelos, passou desodorante... Tentou melhorar seu aspecto cansado. Em vão!
Foi para seu quarto, colocou uma calça jeans, uma camisa, os sapatos gastos e foi preparar um café na cozinha. Nesse instante, lembrou de sua mãe e dos deliciosos cafés da manhã que preparava para ele, cheios de bolos, frutas, sucos, pães. Quanto tempo não ligava para ela. Faria isso à noite, sem falta! Da família, era a única pessoa que mantinha contato. Os irmãos, cada qual foi para um lado, com os dois mais velhos, teve uma discussão muito feia após o falecimento do seu pai e nunca mais os viu. Não sente remorsos por ter brigado, pois sabia que estava com a razão, mas sente muita falta deles e da época em que se davam bem. Sabia que sua mãe não gostava disso, mas o que ele podia fazer se os irmãos eram tão egoístas? Lágrimas saltaram de seus olhos. Nisso olhou o relógio no pulso e levantou num pulo, colocou a xícara na pia, escovou os dentes e saiu para esperar o ônibus. Já estava mais que atrasado! Se chegasse tarde no escritório poderia por em risco seu emprego, já que seria o terceiro atraso no mês.
Quando chegou à parada, viu o ônibus sair em seguida. Entrou em desespero. O próximo ônibus só passava 45 minutos depois. A estação do trem ficava do outro lado da cidade, não valia à pena ir até lá e, táxi era impensável sabendo que estava com o dinheiro contado para o resto do mês. O jeito era esperar o coletivo chegar.
Nesse tempo, sentado no banco da parada de ônibus, viu um carro cinza parando perto dele. Em seguida o vidro do carona baixou e, apareceu uma moça dizendo ser sua colega do escritório. Ele não lembrava dela, mas porque trabalhava em outro setor e não tinham convivência. "Você é o Léo, não é mesmo?", ela perguntou. Nossa, ela até sabia seu nome. Pediu se ele queria uma carona. Ele aceitou. O medo de ser demitido fê-lo entrar no carro rapidamente, sem pensar muito. Aquele carro era extremamente limpo, perfumado. No rádio tocava Jorge Drexler. Foram conversando por todo o caminho sem perceber a hora passar. Companhia agradável! Fazia tempo que não conversava com alguém sobre assuntos mais amenos, sem ser sobre trabalho ou relacionado à faculdade. Chegaram ao escritório cinco minutos antes do horário. Antes de se despedirem, ela convidou-o para um happy hour depois do serviço, à tardinha, com ela e algumas pessoas do escritório. Ele lembrou que não teria aula naquele dia e precisava espairecer um pouco. Aceitou!
Combinaram de se encontrar em um bar ali perto por volta das 18 horas. Quando chegou, não viu ninguém da turma que ia e achou estranho. Escolheu uma mesa e aguardou, pensando ter chegado cedo. Pediu uma cerveja e ficou a observar as pessoas em volta, todos muito animados, conversando alto, rindo... Quanto tempo não saía e se divertia. Eram tantos problemas que não tinha mais tempo para um pouco de lazer em sua vida. Entre um devaneio e outro, sentiu uma mão em seu ombro. Olhou para trás e viu sua colega – a da carona. Cumprimentou-lhe com três beijinhos e puxou uma cadeira para ela sentar. Nisso se deu conta de que não havia pedido o nome dela. Enrubesceu o rosto e, ela perguntou-lhe o que havia acontecido.
- Nada, está calor aqui dentro, respondeu nervoso.
Nem sabia porque estava nervoso, mas, onde estava o resto do pessoal? Foi o que ele acabou de pedir pra ela.
- Na verdade, eu menti! – ela disse, com um risinho estranho no rosto. – Queria sair com você, mas, não sabia como fazer isso, até que, por ironia do destino te vi no caminho do escritório hoje e imaginei que teria perdido o ônibus e precisava, talvez, de uma carona... Desculpa pela mentira! Se estiver brabo comigo pode ir embora. Irei entender!
Ele ficou espantado com o que ela acabara de dizer. Mas, ao mesmo tempo, sentiu-se bem ao ouvir aquilo. Nunca havia recebido uma declaração antes, além do mais, depois que terminara com sua ex não conhecera mais ninguém e nem tinha entusiasmo pra isso. Olhou-a mais atentamente. Realmente era muito bonita! Olhos castanho-amendoados, seus cachos caindo no rosto dando certa elegância. O jeito que ela se vestia, chique sem ser vulgar, discreta, porém atraente. Era inteligente, simpática... Como não havia reparado nela antes? – ele se perguntava.
Voltando a si, não sabia exatamente como se portar e o que devia falar. Ela também se sentia um pouco encabulada. Então ele a convidou para ir até o seu apartamento, assim podiam ficar mais à vontade. Quando entraram no carro, num impulso, beijou-a. Não sabia porque fizera isso. Carência, talvez! Mas foi um beijo incrivelmente bom!
No trajeto, ficaram calados. Nenhum dos dois conseguia arrumar algo para dizer. Ela ligou o rádio para quebrar o clima estranho que estava ali. Chegaram ao prédio. Entraram no apartamento que estava completamente desarrumado. Há séculos que não o arrumava! Tentou desculpar-se pela bagunça, mas ela o calou colocando o dedo indicador em seus lábios. Antes de ele falar alguma coisa, ela segurou sua cabeça delicadamente e o beijou. E parou! Mas ele prosseguiu no beijo! Deitaram ali no sofá mesmo, e entre beijos, abraços, sussurros fizeram amor. Esplêndido! Estupendo! Gozaram juntos, num orgasmo arrebatador! Naquele momento, ele esquecia de todos os problemas da sua vida e todas as coisas ruins que estava passando. Tinha encontrado o paraíso, e um anjo o havia mostrado o caminho. Por favor, pensava, se isso for um sonho não quero acordar!


Mas acordou! Com o despertador tocando! Virou para o lado, mas não tinha ninguém! Olhou as horas: seis e meia! Levou um susto! Levantou meio tonto ainda e olhou ao redor: tudo arrumado! O que está acontecendo aqui? – indagou. Andou pelo apartamento, mas não encontrou ninguém. Teria sido um sonho tudo aquilo que havia passado? Mas, como conseguiu chegar aqui? Não lembrava de nada. Estava confuso e angustiado. Foi até a cozinha e tomou um copo de água. Nisso viu que havia mensagem na secretária eletrônica. Ligou para escutar. Era sua mãe perguntando se estava tudo bem e dizia estar com saudades. Lembrou que iria ligar pra ela, mas pelo visto, ela foi mais rápida. Estava convidando para ir à sua casa no próximo final de semana, pois queria reunir os filhos. Desligou a secretária e voltou a decifrar o que podia ter acontecido. Bom, logo mais encontraria com ela no escritório e conversariam. Talvez não quisesse me acordar e foi embora, pensou. Mas, como era mesmo o nome dela?
Por algum motivo, nesse dia, estava de um jeito diferente, mais entusiasmado, feliz. Tomou banho, fez a barba, passou perfume e, decidiu que precisava urgentemente renovar seu armário de roupas.
Por incrível que pareça chegou bem antes no ponto de ônibus. Ficou prestando atenção nos carros que passavam, mas nenhum igual àquele que ele queria encontrar. No trajeto para o trabalho tentou lembrar se ela havia mencionado o setor que trabalhava, mas não conseguia recordar, muito menos do seu nome. Mas do beijo, do perfume, do seu corpo junto ao dele, do sexo... Isso lembrava muito bem, e como lembrava!
Chegando ao prédio onde trabalhava foi, primeiramente assinar o ponto, depois foi atrás de seu “anjo”. Perguntou para vários funcionários se conheciam a moça, descreveu-a para eles tentarem reconhecê-la. Em vão! Nenhuma pista, nada! Foi até o estacionamento localizar o carro cinza, aquele da carona, do beijo. Muitos carros tinham lá, mas nenhum cinza. Nenhum igual ao dela!
Decidiu que só podia ter sonhado. Uma invenção de sua cabeça! Andava tão estressado e abstinente de sexo que poderia ter imaginado tudo aquilo mesmo. E assim seguiu sua vida, naquela rotina de sempre, mas agora saindo mais e conhecendo muitas mulheres. Talvez em alguma delas encontrasse seu anjo outra vez.

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Um tempo depois, Léo recebeu uma chamada estranha no seu celular. Diziam que era de um hospital e que ele precisava ir pra lá o mais rápido que pudesse. Seria um trote? Por uma razão, talvez intuição, foi até lá.
Chegando ao local, foi encaminhado para o médico que havia feito a ligação. Ele lhe disse que sentia muito pela perda, que havia feito de tudo, mas ela não conseguira reagir. Ela? – Léo falou, mas ela, quem? – indagou ao médico.
- Sua esposa, ora! – o médico respondeu, um pouco confuso.
- Mas não sou casado! – Léo exclamou - O que está acontecendo, afinal? Não estou entendendo nada!
- Bom, minha paciente faleceu ao dar à luz. Não resistiu. Foi um parto muito difícil, mas algumas horas antes ela me disse que, se ela não sobrevivesse era para te ligar, pois ela queria que sua filha ficasse com o pai e não com um desconhecido. E me deu seu telefone.
- Filha, eu tenho uma filha?
- Ora, foi o que eu disse. Da Isabela, sua esposa. Foi o que ela disse ser sua.
- Isabela? Humm... eu gostaria de vê-la. Despedir-me dela ou já levaram o corpo.
- Ainda não. Imaginei que quisesse vê-la e, também preparar o velório. Sei que ela não tem nenhum parente próximo...
- Sim, claro! – Léo não estava acreditando naquilo, mais confuso impossível estar.
Quando avistou o corpo, pensou “É ela! Meu anjo.” Enfim havia a encontrado, mas naquele estado. O médico pediu licença e o deixou a sós com o corpo jazido ali. Ficou olhando cada pedacinho do corpo dela, de seu rosto... Sim, é ela! Mas por que fugiu dele? Sumiu sem deixar notícias. De qualquer maneira e por alguma razão não conseguia sentir mágoas por aquela pessoa, apenas compaixão. Beijou os lábios dela num gesto de despedida, acariciou-lhe a face e saiu da sala. Sentia uma dor no peito, algo estranho, muito ruim. De repente o médico se aproximou dele e pediu se agora queria ver sua filha. Filha? Sim, agora ele tinha uma filha. Mas será que era dele mesmo, isso já não tinha tanta certeza. Foi quando viu aquele pequenino ser por entre a vidraça do berçário. Era uma menina linda! Como a mãe. Foi convidado por uma das enfermeiras para entrar e segurar a criança nos braços. Que emoção! Uma lágrima escorreu em seu rosto. Havia agora um misto de tristeza e alegria entrelaçadas em seu peito e, vendo aquela carinha angelical ali no seu colo, instantaneamente surgiu à imagem daquele dia fascinante que passou com Isabela há alguns meses atrás. Não se sabe exatamente o que aconteceu mas, naquele exato momento teve a certeza de que era o pai legítimo da menina. E ia amá-la muito!

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A partir daquele dia a vida de Léo mudaria completamente. Para melhor! E assim, passaria a viver com dois anjos a guiá-lo em seu caminho. Um na terra e outro no céu.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Paz interior


Entre ruas movimentadas, pessoas apressadas, carros passando acelerados com seus motoristas estressados, gente atrasada para chegar em algum lugar, conversas, preocupações, ela passeava pela multidão numa solidão necessária.

Colocou os fones nos ouvidos e numa música leve e alegre entrou em um mundo só dela. Um lugar tranquilo! Sorria para os que passavam, tantos rostos desconhecidos. Admirava as poucas árvores que ainda restavam naquela selva de pedra que se tornou sua cidade. Analisou tudo o que havia vivido até ali. Tantas dificuldades, perdas, desilusões... Concluiu que os problemas se tornam pequenos quando se olha a vida com outros olhos e talvez assim mais fáceis de serem resolvidos. A vida sem problemas não teria graça.

Aquela dor no peito que a incomodava por tanto tempo enfim aliviara. Já conseguia respirar melhor! E entre a correria das pessoas, ela caminhava sossegada, desviando de cada um que passava, em paz consigo mesma. Naquele dia lindo de sol e um céu azul perfeito, ela só pensava em uma coisa: "ser feliz", e nada mais.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Depoimento de um sobrevivente

Minha vida poderia ter sido um tanto normal, monótona mais precisamente, se não fosse por um certo acontecimento que a modificou completamente. Mas um pouco de adrenalina não faz mal à ninguém. Digo isso hoje que já estou muito bem e recuperado do susto, mas na época a situação deu medo. Se peixe morresse do coração, eu já tinha ido para o beleléu.

Para contar a história, voltarei um pouco mais no passado. Lembro de um dia realmente feliz em minha vida. Talvez o mais feliz de todos! Estava em meu aquário, nadando faceiro quando avistei algum daqueles seres gigantescos me olhando por entre o vidro. Cheguei a me assustar mas, reparando melhor, esse não era tão grande assim. Talvez fosse um dos filhotes da espécie. E notei que ele me apontava e gritava algo a uma pessoa próxima (depois entendi ser sua mãe). De repente uma rede entrou no copo e, num susto tentei desviarme, mas foi em vão. Esta me pegou e jogou-me numa espécie de aquário de plástico. Revoltado por terem me tirado da minha casa sem mais nem menos, um pouco zonzo pelo ocorrido também, deparei-me novamente com aquela mesma carinha que antes me olhava no vidro. Agora meio contorcida pelo plástico, mesmo assim puder ver um sorriso nela. Um sorriso singelo, o que me confortou! E assim ganhei um novo lar!

Minha nova casa era um ambiente gostoso de morar. Haviam apenas duas pessoas nela: um menino - aquela do sorriso - e sua mãe. Mais tarde vi mais alguém que andava por ali, que depois descobri ser a empregada da casa. E ainda ganhei um nome simpático: Bob Peixe!

Nas manhãs, meu dono acordava e ia direto me dar 'bom dia' e alimentar-me. Era divertido e acolhedor! Entre uma comida e outra, sentia seu dedo em minha cabeça como um cafuné. Assim os dias foram passando numa rotina agradável.

Então chegou o dia que tudo mudou! A rotina foi a primeira. Descobri que a mãe do meu dono ia viajar e ele ia ficar em uma outra casa. Como eu não poderia ficar sozinho por tantos dias (ainda bem que lembraram de mim) também fui passar uns dias fora.

O novo lugar era bastante hospitaleiro. Viviam três pessoas ali. Me colocaram em um ambiente bem claro, arejado. Bastante movimentado até. Gostei! De uma lado tinha uma máquina estranha, que saia fogo de uns buraquinhos. Fantástico! Do outro, hora ou outra, alguém puxava uma espécie de alavanca e caia muita água dentro de um buraco. Muito legal! E tudo corria bem até chegar a vez que cruzei com a morte cara-a-cara!

Era uma segunda-feira (conto os dias de acordo com a rotina dos moradores da casa)! Durante a manhã foi tudo tranqüilo como de costume. Foi após o meio-dia que tudo começou. Uma das moradoras (que inclusive é dona desse blog e me deixou dar meu depoimento sobre o fato - talvez dor na consciência) foi pegar alguma coisa numa prateleira que ficava acima da minha cabeça. Eu, meio sonolento ainda, dei uma circulada pelo aquário para mexer um pouco minhas nadadeiras depois do cochilo pós-almoço que havia feito. De repente vi estrelas cadentes, tudo se desfigurou junto a um barulho ensurdecedor. Não só me acordei instantaneamente, como quase morri! Água, necessitava de água! Meu aquário tinha virado caquinhos, eu agonizando, tentando buscar ajuda... Certo, me arrumaram uma nova casa. Um pouco estranha, mas lá havia água. Ufa! Assim pude respirar de novo!

Mas aquele lugar estava estranho, um pouco desconfortável, não sei dizer direito. Se tivesse músculos, naquele momento eles estariam completamente enrijecidos e tensos. Que dia! Que susto! E ali nadei um pouco pra tentar me ambientar, entender o que tinha acontecido. Umas horas depois, a Ane apareceu com um aquário novo. Era legal meu novo lar, maior, mesmo assim, eu estava profundamente bravo com ela! Magoado por ter quebrado minha velha casa e, mais ainda por quase me matar. Sei que, segundo ela, foi sem querer mas, como poderia rir em uma situação daquelas? Estava de mau-humor e me enraivecia dela ir a todo momento ver se eu estava bem. Depois de tudo o que passei, EU NÃO ESTAVA BEM. Estava transtornado, machucado (não fisicamente, mas emocionalmente). Sim, estava estressado e queria ficar só! Creio que até febre me deu naquela noite, mal consegui dormir e, nos próximos dias a fome não veio. Fora que aquela água era muito esquisita, não me sentia bem nela.

Hoje vejo que a Ane fez de tudo para eu não morrer (como disse, quem sabe seja apenas consciência pesada), mesmo assim, por todo o susto dos dois (sei que ela também levou um baita susto) me afeiçoei a ela. Sempre vinha me dizer 'bom dia', conversar comigo... gostava disso! Na época em que eu estava ruim e ela me levava à Pet, fiquei com medo dela me deixar por lá e substituir-me por outro, mas isso não ocorreu. E no seu olhar vi um toque de carinho, o que fez eu confiar nela, apesar de tudo.

Por isso que a desculpo por esse incidente. Podia estar morto, no mar espiritual junto aos meus entes queridos que já partiram, mas ainda não foi dessa vez. E há males que vêm para o bem! Já voltei para minha casa mas, de vez em quando ela vêm me visitar. Fico muito feliz e não paro um minuto dentro do aquário quando a vejo. As pessoas se apegam aos bichos, mas os bichos também se apegam às pessoas. Só fiquei triste por uma coisa que descobri nesses últimos tempos: o prato preferido da Ane é sushi!! Humpf, ninguém é perfeito!

Bob Peixe

Post "Um pequeno incidente"  - (Onde tudo começou!)

sábado, 15 de novembro de 2008

Exigências nem tão exigentes assim

Alguns dias atrás estava com umas amigas em um bar conversando e, entre um papo e outro veio o assunto de homens (lógico). Elas começaram a dizer o que preferiam neles e o que não gostavam. Eu estava de corpo presente mas com a cabeça em outro lugar, como sempre, até que uma delas me perguntou qual era minha preferência masculina. Meio no susto, respondi num ímpeto que tanto fazia. Juro que foi sem pensar! Elas começaram a rir. Eu na hora não entendi muito bem porque havia falado aquilo e porque riam.

No dia seguinte, analisei melhor o ocorrido e vi que minha resposta estava absolutamente certa. Sim, eu respondi que tanto fazia e é isso mesmo! Porque tanto faz se o cara é branco ou negro, se é rico ou pobre, se é mais velho ou mais novo que eu, e continuo a concordar comigo. Não significa que eu esteja desesperada e pegue o primeiro que aparecer. Tipo, "Tanto faz, o que vier está bom!" Longe disso! Na verdade, eu quis dizer que não importa os supérfluos. Sendo legal, gostando de mim e me tratando bem já ganhei na loteria!

Achei que estava extremamente rigorosa quanto aos requisitos de um homem 'ideal' para mim, mas estes que citei anteriormente até que não são tão difíceis de conseguir. Ou são?

Talvez eu esteja amadurecendo, aprendendo enfim, com certas coisas dessa vida. Agora, se eu vou encontrar um tipo desses que me agrade, bom aí é questão de tempo (e sorte).

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Estou melhor

 
Sim, você se foi! E por incrível que pareça não chorei com sua ausência. As ligações pararam, aquele olhar acolhedor foi embora para sempre, aqueles beijos enternecedores e aquele abraço carinhoso já viraram passado, mas por algum motivo, não estou triste.

Naquele dia que nos falamos foi tudo tão estranho, você tão alheio a nós. Depois do beijo (o último, sim) parece que meu mundo desmoronou. Uma nuvem negra cobriu-me e imaginei que nunca mais sorriria. Mas agora vejo que a tempestade que viria não chegou, e então o céu se abriu num azul suave.

Nunca pensei que viveria sem você ao meu lado mas, hoje sei que isso pode acontecer. Quer dizer, já está acontecendo e eu estou muito bem, obrigada!

E NÓS já não existe mais. Agora sou EU e VOCÊ! Livres para seguir cada qual seu caminho. Nossa história? Esta ficará guardada na lembrança (na minha e, creio que na sua também), mas principalmente no meu coração. Eternamente! Porque apesar de tudo, o que sentimos um pelo outro é imutável.

Hoje estou melhor, muito mais do que esperava, e desejo que você se sinta assim também!

♫  "...Por quantas vezes eu tentei te esquecer mas eu não sei o que aconteceu comigo, agora vai!
E hoje estou melhor, estou muito melhor.
Muito mais do que pensei que um dia fosse estar!"
(Reação em Cadeia)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Uma explicação para o inexplicável

Sabe quando, de repente, uma lembrança transpassa pela mente, o coração aperta, lágrimas escorrem pelo rosto? Sensação estranha de explicar. Mas é a saudade que veio dar um "oi". Não é uma emoção ruim, apesar de ficar um pouco triste. Na verdade, a morte que é algo estranho de definir.

Como pode alguém ir embora num ímpeto, às vezes surpreendendo a todos, deixando tanta coisa pela metade? E às vezes de uma forma tão triste e sofrida... Há quem diga que é coisa do destino e que estava na hora da pessoa partir. Mas que hora mais besta! Porque não morrer aos 90, 100 anos, depois de já ter vivido o bastante e feito tudo o que manda o 'script', dormindo tranqüilamente e num suspiro se deixar levar? Tem certas coisas que é difícil de entender, de encaixar as peças desse jogo tão tempestuoso que é vida. Ou a morte! Precisava de alguma teoria concreta que faça eu aceitar certas situações. Talvez eu receba as respostas para as minhas dúvidas quando chegar a minha "hora" de partir deste mundo, mas creio que as terei tarde demais. Gostaria de obtê-las estando aqui (talvez num sonho, por quê não?), para quem sabe, eu consiga viver um pouco melhor, diminuindo a dor desse afastamento sem sentido.

Sei que um dia nos encontraremos em algum outro lugar, e com certeza melhor que este. Então tudo ficará bem! Enquanto isso, a saudade permanecerá mais intensa do que nunca, mas as dúvidas continuarão me atormentando.

"Cedo ou tarde a gente vai se encontrar!
Tenho certeza numa bem melhor.
Sei que quando canto você pode me escutar!"
(NX ZERO)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Já vai passar

Hoje acordei triste. Daquelas tristezas sem motivo (pelo menos não aparente), talvez inconsciente. Eu não sei. Mas por favor, não se preocupe, logo ela vai embora. Logo tudo isso terminará. Sei que você gosta de mim e se preocupa com o meu bem-estar. Quer me ver sorrindo e feliz, mas nem sempre podemos estar assim. Isso é normal. Sou um ser-humano cheio de sentimentos e emoções. Tenho meus altos e baixos. E hoje estou nos meus baixos. Você poderá dizer para eu sair, ir dançar, ouvir uma música animada, ir ao shopping, passear no parque. Ok, muito obrigada. Fico grata pela sua ajuda e gosto muito de fazer todas essas coisas mas, hoje não! Hoje quero ficar sozinha no meu quarto. Sim, eu sei que há pessoas no mundo com muito mais problemas que eu, passando fome e frio, sem família, sem roupas, sem amor. Sei que minha vida é boa, concordo contigo e mais: adoro ela! Mesmo assim, a tristeza bate, assim como do nada, a alegria vêm sem causa nenhuma. Aquela moça que você vê sempre sorrindo, contando piadas e rindo de tudo, também tem seus momentos de melancolia. Sorrir é bom, mas chorar também é. Alivia o peito, conforta a alma, libera a angústia. Me deixa chorar, quem sabe amanhã já estarei gargalhando por aí. Me permita ser triste por alguns minutos, isso não me fará mal. Não, não estou deprimida e nem tenho transtorno bipolar. Tampouco preciso de um psiquiatra. Longe disso! Tristeza é um sentimento, não uma doença. E ela vai passar. Tenha paciência. Ela vai passar. 

"Tua tristeza é tão exata...
E hoje em dia é tão bonito!
Já estamos acostumados
a não termos mais nem isso!" 
(Legião Urbana)

domingo, 2 de novembro de 2008

iYo quiero fugir para México!

Nesses últimos dias ando com uma vontade louca de largar tudo e ir para o México. Mas porque o México? Não sei exatamente o motivo. Talvez alguma força me empurre pra lá, talvez meu futuro esteja naquele lugar. Sim, um futuro chamado Miguel, por que não? Mas ele não será meu grande amor, aquele que casarei, terei filhos e viverei feliz para sempre. Bom, a parte dos filhos até pode ser, porém terei apenas um com ele. o Eduardo, meu primogênito. Fruto de uma paixão avassaladora, tequila e uma camisinha velha (!). Só que descobrirei a gravidez quando já estiver no Brasil. E por certos motivos da vida, não ficaremos juntos, mas Eduardo sempre terá notícias do pai.
Mais adiante, quando Du já tiver uns dois anos, irei à Europa fazer um curso de barista e, lá conhecerei um italiano chamado Marcello (ironia do destino), contudo esse não será apenas uma paixão, mas algo maior. Sentimento parecido com outro tido anteriormente. Linda história de amor! E dela, será concebida Sofia. Ficarei um mês fora, desfrutando de cada momento ao seu lado, mas sem perceber que mais alguém estava para chegar. No mês seguinte, no Brasil, é que descubro da existência da irmãzinha de Eduardo. Depois de contar a novidade à Marcello, ele vêm ao Brasil. Vamos morar algum tempo juntos, todavia, no decorrer dos dias, a incompatibilidade de gênios acabará atrapalhando nossa relação e assim, resolveremos terminar. Mas amigos ficaremos para sempre.
Anos mais tarde, eu, Du e Sofia nos mudaremos para Florianópolis (ele já com 5 anos e ela com 2), onde abrirei meu tão sonhado café filosófico. Será um sucesso! E, entre tantos clientes, aparecerá em um dia qualquer, Rodrigo (enfim um brasileiro). Muito bonito, extremamente educado e simpático. Por alguma razão, terei a impressão, só de olhá-lo, que minha vida mudaria dali em diante. E assim, seria. Na verdade eu apenas buscava um sócio para meu negócio, mas acabaria arrumando um companheiro. Que também viraria um ótimo pai, não só de Eduardo e Sofia, mas também de Isabela, a filha que dele gerarei. E assim, seríamos uma famíla feliz! De tempos em tempos, visitaríamos Miguel e Marcello, assim como eles viriam nos visitar também.

É, talvez seja por isso que tanto quero ir para o México. Quem sabe seja o começo de tudo. Ou talvez seja somente porque o país em questão me fascina, e minha imaginação é muito fértil. Sim, na verdade creio que é isso mesmo.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Angústia

Essa vontade de vê-lo, essa carência que bate hora ou outra acabam enlouquecendo qualquer ser humano. Já não sei se aceito encontrar-me com ele ou se invento uma desculpa (mais uma dentre tantas que já dei). Ah, como seria bom se num simples estalar de dedos a gente pudesse esquecer certas coisas. Ou certas pessoas! Se bem que, não queria exatamente esquecê-lo, afinal, ele fez eu sentir emoções antes não conhecidas para mim. Quando o vejo meu corpo treme, meu coração dispara. Seus beijos me acalentam, me aquecem... O sexo é efusivo. O seu olhar me acalma, o seu abraço me protege... Como o adoro! E sinto que é recíproco. Temos uma afinidade forte, um sabe o que o outro pensa, sente, mas Infelizmente disputo-o com uma candidata forte, e creio que começo a sentir o gosto amargo da derrota.

Sim, porque disputar com ela, a LIBERDADE que ele tanto (acha que) precisa é algo difícil. Talvez impossível! Mas qual seria o problema em curtirmos a liberdade à dois? Tudo seria mais simples. E nós mais felizes! Livres e felizes. (Parece até coisa de final de novela, mas é por aí).
É, creio que o perdi! Yes, I lost him! Yo lo perdí! Não conseguirei esquecê-lo, nem ele, nem nossos momentos marcantes, isso já sei, mas me afastar isso eu não só posso fazer como devo. Se ele prefere ser livre, ok, então seja, mas por favor, que pare de ligar, é angustiante!

Que Karma eu fui arranjar.

E o telefone voltou a tocar...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ainda bate

Decepções, lágrimas, tristezas, desilusões...
E meu coração continua a bater!
Seria otimismo, confiança num amor real, sem barreiras, que um dia chegaria, enfim?
Ou talvez, uma reclamação, contestando merecer um pouco de paz?
Por ventura, poderia estar suplicando trégua por tanto sofrimento.
Já não sei.

Nele há excessivas cicatrizes difíceis de fechar.
Está remendado, triturado, ensangüentado...
Há dor!
Mesmo assim, ainda bate!

Por acaso seria um pedido de ajuda?
Talvez!

E o que fazer para salvá-lo?
Creio que não exista cura pra isso.
Dor de amor nem com outro, nem com mil amores podem salvar este coração.
Quiçá, poderá melhorar com o mesmo que, um dia deixou-o assim.
Contudo, ele não têm mais esperanças quanto a isso...
Embora continue batendo.

sábado, 18 de outubro de 2008

Borboletas

Borboletas são criaturas alegres e por onde passam enfeitam os lugares com seu colorido. Seu significado é de auto-transformação, mudança, novas etapas e liberdade. Porque estamos sempre em constante metamorfose, como a lagarta que transfigura-se na bela imagem de uma borboleta.
Na vida há constantes mudanças. Boas ou ruins, porém todas feitas para nosso crescimento espiritual. Mudamos, crescemos, evoluímos, nos transformamos e entramos numa nova fase.

Além disso, por serem insetos do dia, as borboletas prenunciam a felicidade!

Suas asas simbolizam a criatividade.

Liberdade - transformação - criatividade - mudanças - felicidade: cada uma dessas coisas passam e estão passando por minha vida. Estou sempre metamorfoseando-me, numa busca ininterrupta pelo novo; criatividade é um dos meus fortes. Minha mente borbulha de ideias e pensamentos diferentes; felicidade é o que procuro incessantemente para meu ser; liberdade é um ato puramente interior, é ter autonomia e responsabilidades, é o direito de transformar-se!

E tudo isso está simbolizado em uma pequena borboleta que tatuei em meu braço. Adoro borboletas e como falei, me identifico com grande parte de seus significados.

Um pequeno incidente

Peço desculpas pelo vazio que deixei por aqui nesse últimos dias. Vida um pouco agitada, contos pra criar, falta de inspiração (a razão principal dentre tantas) e um peixe para cuidar. Sim, arrumei um animal de estimação por esses dias. Minha tia foi viajar e meu priminho ficou com nós, trazendo de brinde Bob Peixe. E que semana agitada ele teve conosco! Teve uma quase tentativa de assassinato (sendo que a assassina não quis cometer o crime). A história seria engraçada se não tivesse sido tão tumultuada.
Tudo começou quando resolvi preparar um chá para mim depois do almoço. Fui pegar uma xícara na prateleira como sempre faço mas, não sei como nem porque, uma xícara de café apareceu do nada na frente e, desequilibrou-se caindo adivinha aonde? Sim, exatamente em cima do canto do aquário. Foi caco de vidro e água para tudo quanto é lado! Desgraça pouca é bobagem, eu sei! Quando eu vi tinha água por toda a pia e o Bob, coitado, pululando agoniado por falta desta no resto de aquário que sobrou. A primeira coisa que fiz foi salvar a vida do bicho (tudo pelo bem da natureza e pra não ver meu priminho chorar). Ok, peixe colocado em uma "casa" provisória. Mais tarde fui comprar uma casa nova pra ele, para assim aliviar o peso na minha consciência.

Cheguei em casa e fui logo arrumá-lo em seu novo lar. Mas, no decorrer do dia Bob andou completamente apático. Eu não sabia se tinha se ferido ou estava emburrado comigo. No dia seguinte, o Gabi (meu primo) foi dar comida pra ele como de costume, porém a criaturinha rejeitou a comida. Logo quem para não querer comer, pois antes do "acidente" era alguém se aproximar do aquário que ele ficava louco para ganhar comida. Nesse dia foi diferente! Continou apático e sem apetite ainda por cima. "Pronto, matei o peixe!", foi o que pensei. E o Gabi ainda sai com essa: "Meu peixe era azul e tá preto!". Ai, meu Deus o que foi que eu fiz? Desesperadamente fui à Pet Shop perto de casa levar o bendito e ver o que tinha. Minha mãe já queria trocar por outro, mas me deu dó de fazer isso e, o rapaz da loja examinando-o disse que estava bem e saudável, no máximo poderia estar estressado pelo susto que levou. Era só o que faltava, um peixe estressado. Mais um pouco achei que teria que levá-lo a algum terapeuta de animais, se é que isso existe. O engraçado é que, quando eu o levava na Pet, "seu" Bob ficava todo faceiro e se mexia pra lá e pra cá, chegando em casa, se tornava paradão e sem apetite. Parecia uma vingança do tipo: "tu quis me matar, agora vou aprontar contigo" ou coisa assim.

Bom, resumindo, depois de várias idas à Pet e muitas rezas, enfim descobrimos que, o que estava deixando-o mal era a água que estava muito ácida. Comprei um tal de cloreto de não sei o quê e coloquei as tais 8 gotas recomendadas. Bob melhorou em questão de minutos. O apetite voltou vorazmente e, cada vez que chegamos próximo ao aquário, se remexe todo feliz.

Nessa "aventura" acabei apegando-me a esse peixinho. Acho que começo a entender quando dizem que é fácil se prender a um bicho de estimação, mas não imaginei que com um simples peixe aconteceria isso também. Me deu até certa nostalgia dos tempos que tinha o Micke, também um peixe beta, pena que este tenha durado apenas três semanas (mas eu não o matei, juro! Morreu sozinho. Até hoje nunca entendi porque ocorreu isso, mas acho que o Bob fez-me superar o trauma).

Pena que chegou a hora dele voltar para sua casa. Poxa, justo agora que havíamos feito "as pazes"! A cozinha ficará vazia sem Bob.

Acho que vou comprar um peixe pra mim.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Um retrato, uma história

Entre uma brincadeira e outra, João resolveu descer até a garagem para buscar seu skate. Encontrou-o encima de caixas e mais caixas de coisas empilhadas num canto. Subiu em um banquinho para pegar mas, ao conseguir alcançá-lo, desequilibrou-se e veio abaixo, junto com algumas caixas que se abriram pelo chão e delas se espalharam centenas de fotos antigas. João, curioso por natureza e amante de fotografias, pegou algumas para ver de perto e, uma em especial chamou sua atenção. Era de um homem aparentando a idade de seu pai, mas com roupas antigas de frentista. "Estranho, meu pai é contador", pensou. Na foto preto e branco e muito gasta pelo tempo não dava para distinguir bem onde seria, mas certo que não era no Brasil. Sua fisionomia era idêntica a de seu pai. Seria alguém da família? Foi correndo chamá-lo para perguntar sobre o retrato encontrado.
- Pai, pai, olha o que encontrei lá na garagem! Você conhece essa pessoa?
Seu pai, ao olhar a figura, encheu seus olhos d'água. Quanto tempo não via aquele retrato. Era de seu pai, na época da segunda guerra. A última notícia que havia mandado veio com essa foto. Depois nunca mais ouviram falar dele. Recordava pouco, afinal tinha só cinco anos, mas não esquecia do quanto sua mãe chorava de saudade e tristezas pela falta do marido.
Olhou para o filho, com a foto em mãos, e disse:
- É seu avô! Ele participou da segunda guerra mundial. Não lembro direito, mas, segundo sua avó, houve uma época em que teve que ocultar-se através de nomes e profissões diferentes para não ser encontrado pelos inimigos. Nessa foto estava trabalhando como frentista. Também trabalhou como bombeiro e carteiro, se me lembro bem. Foi uma fase difícil, tanto pra nós como pra ele em um país diferente, longe de seus familiares.
- Nossa, meu avô participou da segunda guerra?! Que legal! Espera até meus amigos saberem disso... - E saiu correndo pela porta da cozinha.
O pai ficou ali pensativo, vendo a foto, e imaginando como teria sido sua vida se aquela figura ali do retrato não tivesse partido para a guerra e sim, permanecido com sua família. Talvez tudo teria sido mais fácil para eles. Talvez.
 

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Conto-treino para o "II CONCURSO LITERÁRIO LIVRO ERRANTE", da comunidade Livro Errante do Orkut.

É tempo de feira...

Sentada no café, observava as pessoas pela praça. Crianças rindo com os palhaços no palco, gente de todas as idades indo e vindo, de banca em banca, verificando preços, pedindo determinados livros, lendo trechos de outros, bisbilhotando um sebo aqui outro ali... Ah, a feira do livro! A cidade parece mais alegre nessa época e, melhor ainda seria se estivesse uma temperatura agradável afinal, a primavera começou faz tempo e o frio teima em permanecer. Pelo menos o clima não atrapalha o movimento da feira.

Eu, como leitora fugáz, devoradora de livros, já andei por ali várias vezes nessas duas semanas. Por algum motivo meu dinheiro "evapora" nessa época do ano. Um vício do qual não consigo me livrar (e nem quero), apesar de comprar muito mais livros do que posso ler. Em casa já tenho uma pilha enorme me esperando e em vez dela diminuir, cada pouco aumenta mais proporcionalmente à minha sede de saber. E quanto mais eu digo para mim mesma que preciso terminá-los de ler antes de comprar mais, é só passar na frente de uma livraria que perco horas preciosas da vida, afundada em títulos e gêneros diversos. No fundo, acabo me divertindo com tudo isso. Agora é saborear cada livro comprado e aguardar a próxima feira. Mas será que conseguirei manter-me firme e não comprar nenhum livro até lá? Duvido!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Presentes e agradecimentos

Ganhei a algum tempo uns selinhos de dois blogs que gosto muito. Já agradeci, colocando-os mais abaixo, mas agradeço novamente nesse post e aproveito para dar de presente a outras pessoas também.
Os dois primeiros recebi da Carol, do blog "No Mundo da Lua" (http://nomundodalua-carol.blogspot.com/) - MUITO OBRIGADA, CAROL!
Repasso para duas amigas minhas com seus respectivos blogs: Gi do "Abrindo uma Brecha" (http://abrindoumabrecha.blogspot.com/):


e para a , do "Je suis en train de chercher" (http://tempestade-jesuisentraindechercher.blogspot.com/):


O outro, recebi de Diom, do blog "Entre o Sagrado e o Profano" (http://sagradoxprofano.blogspot.com/) - OBRIGADA, DIOM! - e repasso para Luís Freire, do blog "Momentus" (http://momentuns.blogspot.com/):


Obrigada mais uma vez a quem me presentou com os selos e, aos homenageados espero que desfrutem dos presentes.
Beijos e continuem visitando o "Coisas da Vida". São todos muito bem-vindos sempre.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Intuição

Acordou bem naquele dia, como se houvesse tido um sonho maravilhoso (e talvez fosse isso mesmo). Sentia seu coração mais leve, pulsando alegremente em seu peito. Sabia que enfim estava curada de tantas decepções amorosas sofridas. Havia uma certa confiança no ar de que notícias boas estavam para chegar e a felicidade para ficar. Sentia-se segura de si e de seu futuro. Também sabia que, mais cedo do que imaginava, o amor bateria em sua porta. Aquele amor chamado popularmente de "verdadeiro", que chega delicadamente pedindo licença, acomoda-se timidamente e ali fica para todo o sempre, satisfazendo, iluminando e alegrando quem o recebe. Ah, o amor tão desejado interiormente, sonhado por tantas noites estava a caminho e ela pronta para acolhê-lo, com sua casa interior arrumada e suas emoções mais ordenadas. Assim, seguia sua vida tranquilamente, escutando a voz de seu coração. Ainda possuia alguma confiança nele.
"E tudo vai indo bem...
Venço o cansaço e medo do futuro.
No teu abraço é que encontro a cura do mal.
Hoje eu acordei te quis por perto."
(Detonautas)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

É a vida!

No intervalo entre o nascimento e a morte existe algo extremamente complexo, grandemente formidável, transitoriamente abalável, meramente simples, que contêm emoções fortes e sutis, amores felizes, mas também desilusões. Existem frustrações, medos, alegrias e tristezas, caminhos tranquilos e os cheios de bifurcações. Entre o nascer e o morrer há a VIDA, esse tão magnífico presente divino! Há quem acredite que possa existir continuação depois da morte, há quem descrê em seu segmento. Mas o que importa mesmo é o merecido valor dado a cada pedacinho de momento dela; é senti-la de maneira intensa, olhá-la com o coração, cuidá-la com carinho. Porque, mesmo existindo ou não outras vidas, essa aqui é única, exclusiva desse tempo e perfeita para todo o sempre.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tempo de primavera

 
Lá fora o sol brilha intensamente, depois de dias de chuva e frio. A primavera dá as caras, as ruas, parques e praças colorem-se de flores e o perfume delas exala pelo ar. As pessoas se tornam mais felizes, e uma leve expectativa surge em mim de dias melhores. Essa estação perfumada e delicada é também sinônimo de reinício, de reparo, seja da natureza ou mesmo, de nossas vidas. E o recomeço de algo é sempre muito bom! Nos faz pensar em quem fomos até o momento, consertar erros, mudar planos e dar início a outros, acreditar mais em si mesmo, se apaixonar, sonhar mais.

Saudemos então, a primavera que chegou de mansinho, dando um colorido a mais à alma de cada ser.

Para finalizar, deixo um poema de minha autoria, em homenagem à estação das flores e enamorados:

Primavera enfim chegou
Rejuvenescendo nossa alma
Ipês, azaléias e margaridas enfeitam a cidade
Meninos e meninas brincam nos jardins
A vida torna-se mais doce
Ventos levam embora as tristezas do inverno
E meu coração se aquece de amor
Recomeça assim, uma nova era
Àquela que almejei por tanto tempo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Divagando

Chega uma fase da vida que as dúvidas se tornam freqüentes, a gente se vê numa encruzilhada, não temos mais certeza se o que queríamos para nós ainda vale à pena ser conquistado ou se é melhor deixarmos de lado os sonhos e irmos para um caminho mais fácil (ou menos angustiante). Aquele amor antes tão desejado, acabou virando uma ilusão. Tudo parecia tão mais fácil antes, mais aceitável. Na memória ficam momentos alegres vividos num passado distante, trazendo ao hoje um pouco de sanidade mental e esperança para seguir em frente em busca de algo que esteja faltando, e assim montar o quebra-cabeça da vida. Mas o difícil é quando não se sabe exatamente o que está faltando. Ou quem.

domingo, 21 de setembro de 2008

O porquê de tanta tristeza

Andam dizendo que escrevo muitas coisas tristes por aqui. Bom, não é que eu queira escrever a respeito disso, mas parece que é na tristeza que me sinto mais inspirada. É mais fácil expressá-la com palavras escritas, diferente da felicidade. Esta é muito mais complexa, o que gera uma certa dificuldade em exprimi-la, em discuti-la assim, no papel. Porventura seja um tanto irreal, distinguindo-a da melancolia que é muito mais concreta aos meus olhos. Também não sou uma pessoa com dons para escrever coisas alegres, afinal há pessoas e pessoas e cada uma com seu jeito próprio para escrever. Mas não se preocupem, não sou depressiva e nem tenho instintos suicidas (assim espero). Talvez eu esteja passando por um período um tanto intrincado, ou quem sabe lá dentro de minha alma tenha um sentimento pessimista, uma tristeza que acaba me acompanhando em muitos momentos. E o fato de escrever assuntos nada felizes não chega a afetar minha rotina nem minha personalidade, pelo contrário. Creio que me sinto mais aliviada, mais leve, como se tivesse me livrado de um peso de 100kg em cima de mim quando desabafo tais sentimentos.

Por isso, 'don't worry, I'm normal'!

sábado, 20 de setembro de 2008

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Tua Face

Tua face guardei na memória
Um retrato, uma pintura
Amor da minha vida!

Foi-se o nosso tempo
Assim, sem aviso prévio
Corações foram destroçados
E minha vida nunca mais será a mesma...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Hoje

Hoje quero alegria em cada momento que viver.
Hoje quero ler um romance, assistir um filme engraçado, ouvir música animada e cantá-la bem alto.
Hoje quero passar pelas ruas que nunca fui, quero caminhar nos parques, admirar os pássaros, subir em árvores.
Hoje quero aprender coisas novas.
Hoje quero reclamar menos e agradecer mais pelo que tenho.
Hoje quero lembrar do passado e me emocionar com cada momento vivido.
Hoje quero receber um abraço.
Hoje quero curtir somente minha companhia.
Hoje quero fazer planos para o futuro, mesmo que sejam impossíveis de serem realizados.
Hoje quero sonhar.
Hoje quero respirar fundo e relaxar.
Hoje quero dizer para alguém o quanto o amo.
Hoje quero chorar quando me sentir sufocada, sem vergonha nenhuma.
Hoje quero abraçar um amigo, ligar para um parente distante, dar um beijo nos meus pais.
Hoje quero gargalhar até a barriga doer.
Hoje quero contemplar o sorriso de uma criança.
Hoje quero fazer um bolo.
Hoje quero curtir o sol da manhã.
Hoje quero sair com amigos queridos.
Hoje quero admirar a lua, não importando a fase que ela esteja.
Hoje quero viver um grande amor, sem medo do sofrimento.
Hoje quero me permitir comer um doce e degustá-lo com total prazer.
Hoje quero curtir minha liberdade.
Hoje quero arriscar mais e desistir menos.
Hoje quero menos raiva, rancor e mágoas em mim.
Hoje quero um dia produtivo.
Hoje quero mais esperança e otimismo na vida.
Hoje quero olhar a chuva caindo e ouvir seu barulho no vidro da janela.
Hoje quero paz, quero saúde, quero energia para desfrutar de cada minuto nessas 24 horas.

Hoje, amanhã e sempre eu quero ser feliz!

sábado, 6 de setembro de 2008

Desfecho

Depois de tudo que passou, de todas as coisas que vivemos, sinto que chegamos ao fim. Quem sabe esteja enganada, mas é estranho como certos aspectos de nossa relação esteja diferente. Seu olhar não tem mais aquele brilho de antes. Seu abraço ainda me consola, me protege; você ainda me tráz alegria, todavia o sentimento mudou.

Não creio que seja o fim de tudo, mas de um ciclo. Uma renovação. Talvez seja melhor darmos um tempo, e mais adiante, quem sabe, começarmos de novo. De um jeito distinto do que foi. Ou não. De repente o melhor mesmo a ser feito é cada um ir para um lado seguir sua vida.

Sinceramente, não tenho certeza de nada. Só sei que depois que você cruzou meu caminho, minha vida deu um giro de 180º. Tudo ficou confuso, apesar dos momentos de alegria e satisfação plena que não esqueço jamais. Você me deu razão de viver mas, ao mesmo tempo, uma vida um tanto conturbada.

Fico um pouco na dúvida se devo dizer "adeus" ou apenas um "até breve". Deixo nossa história nas mãos do destino. Ele mostrará o caminho certo a ser seguido.

"Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está. Nem desistir nem tentar, agora tanto faz! Estamos indo de volta pra casa!" 
Vídeo: "Por Enquanto" (Música do Legião Urbana na voz de Cássia Eller).

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Por que escrevo?

Escrevo por prazer. Mas também para tentar me entender, para passar para o papel o que às vezes é tão difícil de falar. Exprimo sentimentos guardados, memórias, ideias...
Quando sinto minha cabeça borbulhando de problemas, escrevo.
Quando estou triste, nada melhor do que escrever o que sinto. Sinceramente fico até melhor depois disso. Mais renovada!
Se estou feliz por algum motivo, é aí que a inspiração chega com mais intensidade.
Escrever é uma ótima terapia. Sim, pois enquanto se escreve, analisamos tais palavras e assim, um pouco das coisas da nossa vida. Do que passou, do que vivemos, do que poderá vir... Nas frases que crio, encontro ajuda para alguns problemas.
Não me considero uma pessoa capaz de escrever livros e não acho que tenho o dom para ser uma escritora renomada, mas isso não importa para mim. Continuarei com minhas escritas de qualquer forma. E gosto da opinião de outras pessoas a respeito dos meus textos. Porém, se o que escrevi não me agrada, não há ninguém que me faça mudar de ideia. Sou muito auto-crítica, perfeccionista! Busco então, através de minhas palavras, moderar certos defeitos em mim. Busco autoconhecimento e um pouco de discernimento também.
A escrita me fascina, me atrai, me faz crescer.
Se há inspiração, uma esferográfica e um papel (ou um laptop) deixo as ideias fluírem. Mergulho em minha alma e de lá resgato emoções, fantasias e lembranças outrora esquecidas ou mesmo armazenadas ali. A folha em branco cria vida... E assim sigo escrevendo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Da angústia à felicidade

Sensação sufocante, vazio, desespero... Às vezes surge em mim uma certa tristeza que não sei de onde vêm, que não tem causa específica. Uma ansiedade, uma vontade de chorar! Um mal-estar nauseante, uma impressão de que nunca mais serei feliz. Meu peito dói! Suspiro... Respiro fundo, tento me acalmar, pensar em coisas boas mas logo essa emoção retorna. Saio de casa. Caminho pelas ruas sem rumo, olho as pessoas, os carros... Tudo é tão confuso e estressante! Mais adiante me aproximo de um parque com lindas árvores, vejo pombas voando entre elas, vejo flores começando a desabrochar para recepcionar a primavera que está chegando. Sento em um banco, contemplo tudo. Fecho os olhos, respiro fundo o ar puro. Tudo é tão lindo, agradável. Fico alguns minutos ali a admirar tanto encanto e beleza. Creio que quem criou tudo isso estava profundamente inspirado e me pôs nesse mundo para desfrutar dessa grande obra de arte que é a natureza! E acredito que Ele não gostaria de me ver triste...
Volto para casa mais tranquila, com uma paz muito grande dentro de mim e certa de que a felicidade está sempre presente em nós, basta olharmos as coisas simples da vida, e não apenas com os olhos, mas também com o coração.

domingo, 31 de agosto de 2008

Síndrome de domingo à noite

Domingo é um dia estranho, entediente. Mas domingo à noite é deprimente!

Tudo começa logo após a janta! Em um canto se vê os trabalhos/estudos não feitos no final de semana devido à preguiça e outros fatores e bate um desespero afinal, mais trabalho acumulado para a semana; na TV à cabo passam programas repetidos da semana anterior; na Globo (que assisto 'de vez em nunca') lá está o insuportável Faustão falando abobrinhas, mais tarde aquela musiquinha no fim do Fantástico... Os vizinhos se acomodam mais cedo. Dez horas da noite e não se ouve mais barulho no apartamento de cima. As pessoas procuram dormir cedo para estar mais dispostas durante a semana. Ou seria para não morrer de tédio e melancolia?

Talvez seja melhor eu ir dormir, quem sabe assim essa aflição de domingo à noite termine logo.

E o que seria pior que um domingo à noite?
Uma segunda-feira, claro! Mas isso é papo para outro post, em outro dia que não seja domingo pela noite.