domingo, 23 de outubro de 2016

A grande sacada é criar. Criatividade vem quando quer. Inspiração também. Mas a gente insiste, persiste. Cria textos, elabora planos. Toma café. Café é combustível criativo. Pra fazer nascer projetos. E ajudar outros a crescer. O pensamento é mágico, a vida é incrível. A curiosidade é grande. O medo até acompanha, mas não dá pitacos. Nem toma a direção. As ideias fluem no dia a dia. Na produtividade dos sonhos. Na realização e nas conquistas.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

sobre esperar a inspiração chegar: acho chato. sou impaciente. faço café para passar o tempo. pego um livro de crônicas. leio um pouco. troco para outro de relatos. mais um, desta vez, de contos. assisto algumas séries. filmes pela metade. documentários de gastronomia. vou dar uma volta. compro frutas. e granola. esqueço de comprar café. fico brava comigo mesma. por alguns segundos. presto atenção nas pessoas ao redor. distraídas, confusas, apressadas. gente esquisita (que no fim, devem pensar o mesmo de mim). passo por uma senhora com o semblante triste. ela realmente parece muito triste. sorrio. ela sorri de volta. acho que fiz alegria em um milésimo do seu dia. fico bem (e até esqueço que esqueci de comprar café). passo por uma moça com uma menina pequena segurando pela mão. a criança sorri pra mim. veja como o universo me retribui o que lhe dou! volto pra casa feliz. e a inspiração ainda não apareceu. depois de algum tempo, já esquecida disso, no meio da elaboração de um plano nutricional, percebo - finalmente - que a inspiração estava comigo há horas, e me acompanhou todo o tempo. como companhia invisível. na minha distração nem a vi. criei o tempo todo e nem reparei. o texto se escreveu por si no decorrer do dia. repassei-o mentalmente. li nas entrelinhas. e o que senti, então fez sentido.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

superando-me.

Esses dias estava pensando quanto uma paixão pode nos mover e nos levar para muitas direções. E muitas dessas vezes, colocamos entusiasmo e coração demais naquilo que fazemos a ponto de o corpo, a alma (e o próprio coração) sentirem esses excessos.

Me refiro a dor que andei sentindo nos últimos tempo, quando fui correr. Logo pensei que era joelho, já que (quase) todo o corredor tem problema no joelho uma vez na vida. Fui em médicos e fiz exames. Resultado: sem problema no joelho. Nada! Nadinha foi detectado. Notícia boa! Voltei a correr. Devagar. Prestando atenção a cada passo que dava, a cada impacto da sola do pé na calçada. Percebi cada ligamento, tendão, músculo, osso da minha perna direita (da esquerda também, mas era na direita que a dor se mostrava). E foi ali que percebi: a dor no joelho vinha do meu jeito (errado) de pisar no chão (segundo especialistas). que a pisada errada gerava uma inflamação na canela que, interligada a outras partes da perna, trazia a dor por toda ela e não me deixava correr. Isso me fez lembrar, há dois, três anos, de uma dor muito parecida que me deu no braço direito. E que se alastrou para o ombro. De fazer café. de compactar pó de café para fazer espressos perfeitos. (Sim, sou perfeccionista!) Trezentas, quatrocentas vezes por dia. Intensamente. Por horas e horas. Sem parar. Por causa disso, fiquei sem fazer cafés por semana. Quase morri, - exagerada que sou! - E quando tentava prepará-los, tinha dores horríveis. Mas, após alguns dias de repouso (e drama), as dores amenizaram e voltei aos meus cafés. Com mais leveza que antes, mas o mesmo amor de sempre.

Acredito que quando colocamos muito amor naquilo que fazemos, tendemos a nos machucar um pouco. Não conseguimos medir o tamanho da força que a paixão nos proporciona. Talvez tenha sido assim também na corrida. Coloquei a empolgação no lugar do entusiasmo e esqueci de viver cada instante.

Espero voltar a correr em breve, sincronizando minhas passadas com as batidas do meu coração, e equilibrando leveza e intensidade nos limites do meu corpo. 

Acho que é isso a tal superação.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Se eu for lembrar de todos os momentos que deram certo na minha vida, com certeza, em todos eles encontrarei a espontaneidade como parceira. E o entusiasmo. Algo como um espírito infantil que a gente carrega pro resto da vida. E nos faz ir além. Sem expectativas nem esforço. Apenas acontece.