quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Angústia

Essa vontade de vê-lo, essa carência que bate hora ou outra acabam enlouquecendo qualquer ser humano. Já não sei se aceito encontrar-me com ele ou se invento uma desculpa (mais uma dentre tantas que já dei). Ah, como seria bom se num simples estalar de dedos a gente pudesse esquecer certas coisas. Ou certas pessoas! Se bem que, não queria exatamente esquecê-lo, afinal, ele fez eu sentir emoções antes não conhecidas para mim. Quando o vejo meu corpo treme, meu coração dispara. Seus beijos me acalentam, me aquecem... O sexo é efusivo. O seu olhar me acalma, o seu abraço me protege... Como o adoro! E sinto que é recíproco. Temos uma afinidade forte, um sabe o que o outro pensa, sente, mas Infelizmente disputo-o com uma candidata forte, e creio que começo a sentir o gosto amargo da derrota.

Sim, porque disputar com ela, a LIBERDADE que ele tanto (acha que) precisa é algo difícil. Talvez impossível! Mas qual seria o problema em curtirmos a liberdade à dois? Tudo seria mais simples. E nós mais felizes! Livres e felizes. (Parece até coisa de final de novela, mas é por aí).
É, creio que o perdi! Yes, I lost him! Yo lo perdí! Não conseguirei esquecê-lo, nem ele, nem nossos momentos marcantes, isso já sei, mas me afastar isso eu não só posso fazer como devo. Se ele prefere ser livre, ok, então seja, mas por favor, que pare de ligar, é angustiante!

Que Karma eu fui arranjar.

E o telefone voltou a tocar...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ainda bate

Decepções, lágrimas, tristezas, desilusões...
E meu coração continua a bater!
Seria otimismo, confiança num amor real, sem barreiras, que um dia chegaria, enfim?
Ou talvez, uma reclamação, contestando merecer um pouco de paz?
Por ventura, poderia estar suplicando trégua por tanto sofrimento.
Já não sei.

Nele há excessivas cicatrizes difíceis de fechar.
Está remendado, triturado, ensangüentado...
Há dor!
Mesmo assim, ainda bate!

Por acaso seria um pedido de ajuda?
Talvez!

E o que fazer para salvá-lo?
Creio que não exista cura pra isso.
Dor de amor nem com outro, nem com mil amores podem salvar este coração.
Quiçá, poderá melhorar com o mesmo que, um dia deixou-o assim.
Contudo, ele não têm mais esperanças quanto a isso...
Embora continue batendo.

sábado, 18 de outubro de 2008

Borboletas

Borboletas são criaturas alegres e por onde passam enfeitam os lugares com seu colorido. Seu significado é de auto-transformação, mudança, novas etapas e liberdade. Porque estamos sempre em constante metamorfose, como a lagarta que transfigura-se na bela imagem de uma borboleta.
Na vida há constantes mudanças. Boas ou ruins, porém todas feitas para nosso crescimento espiritual. Mudamos, crescemos, evoluímos, nos transformamos e entramos numa nova fase.

Além disso, por serem insetos do dia, as borboletas prenunciam a felicidade!

Suas asas simbolizam a criatividade.

Liberdade - transformação - criatividade - mudanças - felicidade: cada uma dessas coisas passam e estão passando por minha vida. Estou sempre metamorfoseando-me, numa busca ininterrupta pelo novo; criatividade é um dos meus fortes. Minha mente borbulha de ideias e pensamentos diferentes; felicidade é o que procuro incessantemente para meu ser; liberdade é um ato puramente interior, é ter autonomia e responsabilidades, é o direito de transformar-se!

E tudo isso está simbolizado em uma pequena borboleta que tatuei em meu braço. Adoro borboletas e como falei, me identifico com grande parte de seus significados.

Um pequeno incidente

Peço desculpas pelo vazio que deixei por aqui nesse últimos dias. Vida um pouco agitada, contos pra criar, falta de inspiração (a razão principal dentre tantas) e um peixe para cuidar. Sim, arrumei um animal de estimação por esses dias. Minha tia foi viajar e meu priminho ficou com nós, trazendo de brinde Bob Peixe. E que semana agitada ele teve conosco! Teve uma quase tentativa de assassinato (sendo que a assassina não quis cometer o crime). A história seria engraçada se não tivesse sido tão tumultuada.
Tudo começou quando resolvi preparar um chá para mim depois do almoço. Fui pegar uma xícara na prateleira como sempre faço mas, não sei como nem porque, uma xícara de café apareceu do nada na frente e, desequilibrou-se caindo adivinha aonde? Sim, exatamente em cima do canto do aquário. Foi caco de vidro e água para tudo quanto é lado! Desgraça pouca é bobagem, eu sei! Quando eu vi tinha água por toda a pia e o Bob, coitado, pululando agoniado por falta desta no resto de aquário que sobrou. A primeira coisa que fiz foi salvar a vida do bicho (tudo pelo bem da natureza e pra não ver meu priminho chorar). Ok, peixe colocado em uma "casa" provisória. Mais tarde fui comprar uma casa nova pra ele, para assim aliviar o peso na minha consciência.

Cheguei em casa e fui logo arrumá-lo em seu novo lar. Mas, no decorrer do dia Bob andou completamente apático. Eu não sabia se tinha se ferido ou estava emburrado comigo. No dia seguinte, o Gabi (meu primo) foi dar comida pra ele como de costume, porém a criaturinha rejeitou a comida. Logo quem para não querer comer, pois antes do "acidente" era alguém se aproximar do aquário que ele ficava louco para ganhar comida. Nesse dia foi diferente! Continou apático e sem apetite ainda por cima. "Pronto, matei o peixe!", foi o que pensei. E o Gabi ainda sai com essa: "Meu peixe era azul e tá preto!". Ai, meu Deus o que foi que eu fiz? Desesperadamente fui à Pet Shop perto de casa levar o bendito e ver o que tinha. Minha mãe já queria trocar por outro, mas me deu dó de fazer isso e, o rapaz da loja examinando-o disse que estava bem e saudável, no máximo poderia estar estressado pelo susto que levou. Era só o que faltava, um peixe estressado. Mais um pouco achei que teria que levá-lo a algum terapeuta de animais, se é que isso existe. O engraçado é que, quando eu o levava na Pet, "seu" Bob ficava todo faceiro e se mexia pra lá e pra cá, chegando em casa, se tornava paradão e sem apetite. Parecia uma vingança do tipo: "tu quis me matar, agora vou aprontar contigo" ou coisa assim.

Bom, resumindo, depois de várias idas à Pet e muitas rezas, enfim descobrimos que, o que estava deixando-o mal era a água que estava muito ácida. Comprei um tal de cloreto de não sei o quê e coloquei as tais 8 gotas recomendadas. Bob melhorou em questão de minutos. O apetite voltou vorazmente e, cada vez que chegamos próximo ao aquário, se remexe todo feliz.

Nessa "aventura" acabei apegando-me a esse peixinho. Acho que começo a entender quando dizem que é fácil se prender a um bicho de estimação, mas não imaginei que com um simples peixe aconteceria isso também. Me deu até certa nostalgia dos tempos que tinha o Micke, também um peixe beta, pena que este tenha durado apenas três semanas (mas eu não o matei, juro! Morreu sozinho. Até hoje nunca entendi porque ocorreu isso, mas acho que o Bob fez-me superar o trauma).

Pena que chegou a hora dele voltar para sua casa. Poxa, justo agora que havíamos feito "as pazes"! A cozinha ficará vazia sem Bob.

Acho que vou comprar um peixe pra mim.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Um retrato, uma história

Entre uma brincadeira e outra, João resolveu descer até a garagem para buscar seu skate. Encontrou-o encima de caixas e mais caixas de coisas empilhadas num canto. Subiu em um banquinho para pegar mas, ao conseguir alcançá-lo, desequilibrou-se e veio abaixo, junto com algumas caixas que se abriram pelo chão e delas se espalharam centenas de fotos antigas. João, curioso por natureza e amante de fotografias, pegou algumas para ver de perto e, uma em especial chamou sua atenção. Era de um homem aparentando a idade de seu pai, mas com roupas antigas de frentista. "Estranho, meu pai é contador", pensou. Na foto preto e branco e muito gasta pelo tempo não dava para distinguir bem onde seria, mas certo que não era no Brasil. Sua fisionomia era idêntica a de seu pai. Seria alguém da família? Foi correndo chamá-lo para perguntar sobre o retrato encontrado.
- Pai, pai, olha o que encontrei lá na garagem! Você conhece essa pessoa?
Seu pai, ao olhar a figura, encheu seus olhos d'água. Quanto tempo não via aquele retrato. Era de seu pai, na época da segunda guerra. A última notícia que havia mandado veio com essa foto. Depois nunca mais ouviram falar dele. Recordava pouco, afinal tinha só cinco anos, mas não esquecia do quanto sua mãe chorava de saudade e tristezas pela falta do marido.
Olhou para o filho, com a foto em mãos, e disse:
- É seu avô! Ele participou da segunda guerra mundial. Não lembro direito, mas, segundo sua avó, houve uma época em que teve que ocultar-se através de nomes e profissões diferentes para não ser encontrado pelos inimigos. Nessa foto estava trabalhando como frentista. Também trabalhou como bombeiro e carteiro, se me lembro bem. Foi uma fase difícil, tanto pra nós como pra ele em um país diferente, longe de seus familiares.
- Nossa, meu avô participou da segunda guerra?! Que legal! Espera até meus amigos saberem disso... - E saiu correndo pela porta da cozinha.
O pai ficou ali pensativo, vendo a foto, e imaginando como teria sido sua vida se aquela figura ali do retrato não tivesse partido para a guerra e sim, permanecido com sua família. Talvez tudo teria sido mais fácil para eles. Talvez.
 

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Conto-treino para o "II CONCURSO LITERÁRIO LIVRO ERRANTE", da comunidade Livro Errante do Orkut.

É tempo de feira...

Sentada no café, observava as pessoas pela praça. Crianças rindo com os palhaços no palco, gente de todas as idades indo e vindo, de banca em banca, verificando preços, pedindo determinados livros, lendo trechos de outros, bisbilhotando um sebo aqui outro ali... Ah, a feira do livro! A cidade parece mais alegre nessa época e, melhor ainda seria se estivesse uma temperatura agradável afinal, a primavera começou faz tempo e o frio teima em permanecer. Pelo menos o clima não atrapalha o movimento da feira.

Eu, como leitora fugáz, devoradora de livros, já andei por ali várias vezes nessas duas semanas. Por algum motivo meu dinheiro "evapora" nessa época do ano. Um vício do qual não consigo me livrar (e nem quero), apesar de comprar muito mais livros do que posso ler. Em casa já tenho uma pilha enorme me esperando e em vez dela diminuir, cada pouco aumenta mais proporcionalmente à minha sede de saber. E quanto mais eu digo para mim mesma que preciso terminá-los de ler antes de comprar mais, é só passar na frente de uma livraria que perco horas preciosas da vida, afundada em títulos e gêneros diversos. No fundo, acabo me divertindo com tudo isso. Agora é saborear cada livro comprado e aguardar a próxima feira. Mas será que conseguirei manter-me firme e não comprar nenhum livro até lá? Duvido!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Presentes e agradecimentos

Ganhei a algum tempo uns selinhos de dois blogs que gosto muito. Já agradeci, colocando-os mais abaixo, mas agradeço novamente nesse post e aproveito para dar de presente a outras pessoas também.
Os dois primeiros recebi da Carol, do blog "No Mundo da Lua" (http://nomundodalua-carol.blogspot.com/) - MUITO OBRIGADA, CAROL!
Repasso para duas amigas minhas com seus respectivos blogs: Gi do "Abrindo uma Brecha" (http://abrindoumabrecha.blogspot.com/):


e para a , do "Je suis en train de chercher" (http://tempestade-jesuisentraindechercher.blogspot.com/):


O outro, recebi de Diom, do blog "Entre o Sagrado e o Profano" (http://sagradoxprofano.blogspot.com/) - OBRIGADA, DIOM! - e repasso para Luís Freire, do blog "Momentus" (http://momentuns.blogspot.com/):


Obrigada mais uma vez a quem me presentou com os selos e, aos homenageados espero que desfrutem dos presentes.
Beijos e continuem visitando o "Coisas da Vida". São todos muito bem-vindos sempre.