segunda-feira, 26 de julho de 2010

Do que está para chegar...


Acordei nessa manhã com uma leveza de espírito e uma vontade de sair pelas ruas dançando e sorrindo para os transeuntes. Ultimamente ando numa paz tão boa, com o coração sereno e sentindo a vida brilhar em cores e otimismo.

Os últimos acontecimentos nesses tempos fizeram modificar algo em mim para melhor. Fizeram-me também, ver as coisas de maneira mais positiva, de ver o lado bom delas (e tudo sempre tem um lado bom).

O momento de agora talvez é para eu focar no meu futuro profissional. Esse que anda num redemoinho de dúvidas e inseguranças. Pois então surgiu uma boa oportunidade atualmente que com certeza me ensinará muito, abrirá minha mente para novas ideias e quem sabe assim, eu me encontre definitivamente numa carreira que me traga satisfação e conforto.

No outro extremo da vida, aquele lado tão judiado antes, hoje está tranquilo. Minha casa interior está toda arrumada, limpa e perfumada à espera de quem virá para usufruir e desfrutar desse cômodo que faço questão de dividir com mais alguém.
Namorados, ficantes, rolos surgiram e ressurgiram na minha vida. Ciclos foram iniciados e terminados. Cada qual veio e foi a seu modo, deixando apenas a graça de seu enredo e  todos bons momentos vividos. Emoções ruins foram descartadas.
Tantos amores que tive - e amar é muito bom - revelaram uma Ane mais sensível, que preza as pequenas coisas e sabe encontrar a beleza naqueles detalhes mais imperceptíveis do dia a dia.

Se apaixonar é bom demais; amar é sentir cada segundo das coisas com a alma.
Ser romântica pode-se passar por brega, careta hoje em dia... Pois então, sou uma careta contemporânea que aprecia um bom romance em qualquer esquina; num café; num abraço apertado; numa livraria; num bar; no meio do caos urbano; na praia; numa boa conversa; na cama; na cozinha de manhã cedo de cabelos desgrenhados, pijama e chinelos; numa música do Chico; num poema de Cecília; num beijo de despedida; na varanda; num olhar; num filme italiano;  num cachorro correndo na rua; na melodia do Drexler; nas crianças brincando no playground; num jardim de margaridas, em campos de girassóis ou numa rosa branca solitária; em um sorriso sincero; num jazz saído de um sax ou de um blues vindo de uma harmônica... Pois, em todo lugar que houver vida, há romance. E há o amor!

Onde quer que ele esteja, eu estarei pronta para recebê-lo.
Um dia a gente se encontra! 

"Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além..." (Florbela Espanca)

domingo, 25 de julho de 2010

Reencontro

Quanto tempo já fazia e a gente então, se encontrou novamente. Nove anos depois. Muitas novidades para contar, tantas melhoras e amadurecimento de ambos.

Uma história lá do passado remoto despontou de repente. Recordações foram trazidas à tona pelos dois. Saudades foram matadas.

Mas nesse período longo separados, houve uma grande mudança dentro de mim na forma de sentir o que antes era algo intenso e forte e hoje se transformou em carinho puro e simples. Um carinho de uma amizade doce.

A vida muda o tempo todo. As pessoas também.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Em um café...

Tarde ensolarada, porém fria. Sentada em um café, saboreava um cappuccino. Olhava pela janela o tudo e o nada, ao mesmo tempo. O sol refletia no vidro.  A mente, tão cheia de sonhos e ideias.

Estava enjoada daquela rotina monótona, daquela cidade sempre igual em tudo, daquelas mesmas pessoas. Tinha vontade de conhecer novos lugares, novos horizontes. Queria explorar novos mundos, dominar outros idiomas, conhecer culturas diferentes...

Um mundo tão grande, de tantas possibilidades. Porém, antes de desbravá-lo, sabia que tinha outro mundo para explorar. O seu, tão vasto de mistérios que era.

Vou levando...


"Vou levando assim, que o acaso é amigo do meu coração." 

(Rodrigo Amarante)