domingo, 31 de agosto de 2008

Síndrome de domingo à noite

Domingo é um dia estranho, entediente. Mas domingo à noite é deprimente!

Tudo começa logo após a janta! Em um canto se vê os trabalhos/estudos não feitos no final de semana devido à preguiça e outros fatores e bate um desespero afinal, mais trabalho acumulado para a semana; na TV à cabo passam programas repetidos da semana anterior; na Globo (que assisto 'de vez em nunca') lá está o insuportável Faustão falando abobrinhas, mais tarde aquela musiquinha no fim do Fantástico... Os vizinhos se acomodam mais cedo. Dez horas da noite e não se ouve mais barulho no apartamento de cima. As pessoas procuram dormir cedo para estar mais dispostas durante a semana. Ou seria para não morrer de tédio e melancolia?

Talvez seja melhor eu ir dormir, quem sabe assim essa aflição de domingo à noite termine logo.

E o que seria pior que um domingo à noite?
Uma segunda-feira, claro! Mas isso é papo para outro post, em outro dia que não seja domingo pela noite.

sábado, 30 de agosto de 2008

Para descontrair e pensar...

Para descontrair em um sábado à noite, coloco duas charges de Mafalda (personagem do argentino Quino).



segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Ah, vida!



Hoje me sinto extremamente bem, sem algum motivo aparente. Afinal, minha vida é tão extraordinária que teriam inúmeras razões para estar desse jeito. E, se por acaso algo não anda acontecendo como eu gostaria, pode ser que não seja para ocorrer aquilo, pelo menos não agora. Quem sabe eu esteja fazendo ou pensando algo errado. Ou não fazendo nada, melhor dizendo! Por isso, sigo ouvindo minhas intuições (elas valem ouro), sendo otimista (mesmo que às vezes isso seja tão difícil), tendo fé no meu futuro e no que almejo. Está na hora dos meus projetos saírem do papel, de começar a concretizar sonhos, de mostrar ao mundo que não vim a ele a passeio, de permanecer feliz, pois é isso que sou e será isso que sempre serei. Amo a vida e tudo o que nela têm!

Quando chegar ao "topo do mundo", quero ver lá de cima que todo o esforço valeu à pena. Obstáculos terão, mas assim como ainda não desisti, continuarei persistindo cada vez mais.

Para cada dia ruim que surgir, que eu tenha três alegres pra compensar.

E mãos à obra, pois há muito o que fazer, sentir, pensar, viver...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Instabilidade emocional

Inspirada, preguiçosa, triste, irritada, aflita, confusa, alegre, angustiada, esperançosa, ansiosa, tranqüila, apavorada, sexy, desanimada, criança, equilibrada, faminta, falante, tímida, esperta, piadista, intolerante, cansada, carinhosa, sonolenta, feliz, intensa, sem apetite, furiosa, doente, braba, desiludida, pensativa, apaixonada, séria, com vontade de sumir, esportista, sem vontade para falar, inteligente, vingativa, chateada, paciente, desequilibrada, engraçada, responsável, amiga, generosa, com o coração mole, manhosa, com vontade de consertar o mundo...

Em resumo, EU!!

Que seja infinito esse amor

Por tudo o que passou e o que vivemos juntos, por tantos obstáculos e sofrimentos que tivemos, hoje vejo que nada foi em vão! Que nosso amor só se fortaleceu com tudo isso. Meu coração bate cada vez mais forte quanto te vejo, meus olhos brilham, um sorriso se abre em meu rosto, a vida se torna mais simples.

Antes de dormir, meus pensamentos se fixam em você, naqueles momentos que passamos, tão intensos e inesquecíveis! Em minha garganta sinto um nó, lágrimas transbordam de meus olhos... A saudade é grande, mesmo que a última vez que tenhamos nos visto fora a dois dias atrás. Analiso com detalhes cada pedacinho das cenas vividas dos nossos tempos, porque quando estamos juntos, o tempo é só nosso e de mais ninguém. Tudo é tão bonito, sincero... E então concluo que o que sinto por você é amor incondicional! Algo que não havia sentido por outro pessoa até então e, duvido muito que sentirei outra vez tamanha emoção por outro alguém. Você faz equilibrar minha sanidade mental, faz ver a vida de um modo diferente, me faz feliz.

E é por isso que não canso de repetir o quanto te amo e como você é especial para mim. Que seja infinito enquanto dure nosso amor, que perdure para sempre!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Expectativa

Naquele dia tudo parecia estranhamente modificado. Ela acordou sentindo-se muito bem! Teve um sono agradável. Abriu a janela e viu um dia lindo de sol, céu azul. Os bem-te-vis cantavam perto da sua janela, as flores pareciam mais coloridas e o aroma doce chegava ao seu nariz suavemente. Respirou fundo, sorriu... E foi tomar uma ducha. Saindo do banheiro um cheirinho gostoso de café vinha dar "bom dia" a ela. O café, o leite, as frutas, o bolo da dona Maria, tudo era tão saboroso, parecia diferente do café-da-manhã de sempre. Saiu para o trabalho. No caminho as pessoas olhavam para ela de um jeito incomum. Ela apenas sorria. Quando chegou ao edifício onde ficava seu escritório, um rapaz que trazia um buquê de rosas para entregar a alguém do prédio arrancou umas das flores e entregou-a dizendo-lhe que nunca tinha visto alguém tão radiante. Ela, sem jeito, ficou espantada com a reação dele, mesmo assim agradeceu. No escritório, o dia foi de muito trabalho, mas todos os problemas que teve foram resolvidos. Inacreditável se for comparar aos últimos dias tão estressantes. Os colegas também a elogiaram dizendo que estava mais bonita e que em seus olhos havia um brilho singular. Ela sentia-se extremamente feliz, um pouco encabulada com tantos elogios, mas feliz! À noite, um pouco antes de dormir, foi até a janela e contemplou as estrelas e a lua. Ali, lembrou de como o dia foi perfeito para ela e teve uma sensação de que algo estava para acontecer. Algo bom! Percebia como ela havia mudado nesses últimos tempos, amadurecido e aprendido com certas coisas que ocorreram em sua vida e, por tudo isso, merecia uma recompensa. Um pressentimento surgia dentro dela e dizia que essa tal recompensa estava chegando... E se chamava "amor"! Aquele amor tão almejado, verdadeiro, e assim permaneceria nela para sempre. Sua intuição nunca falhou. E dessa vez não poderia ser diferente.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Reflexões matutinas



Mais uma semana inicia. Uma segunda-feira chuvosa. O despertador toca, mas a vontade é de permanecer na cama por mais algum tempo. A preguiça acumulada do final de semana, o barulho dos pingos da chuva batendo no vidro da janela e o quente das cobertas não me dão forças para levantar. Me permito mais meia hora de sono, um breve cochilo, ou mesmo um momento entre o dormir e o acordar, divagando sobre coisas da minha vida. Ali é tão aconchegante, diferente do mundo lá fora. Ele me assusta! Dificuldade de conseguir emprego, colegas de profissão nada confiáveis, pessoas invejosas, violência, desilusões amorosas... "Não quero sair daqui!" Mas é necessário! Não posso fugir da realidade e sim, enfrentá-la. Sinto muito medo, mas é nele que tento encontrar um pouco de coragem para sobreviver nesse planeta. Não é nada fácil, sei muito bem disso. Às vezes tenho vontade de desistir de tudo, me sinto completamente sem norte. Minhas ambições se esgotam, meus sonhos se diluem...

...e o despertador toca outra vez. Volto de meus pensamentos. A meia hora se foi como num piscar de olhos. Agora tenho que levantar mesmo, sem desculpas. Com as forças que ainda me restam vou para mais um dia da minha vida, graças àquela que nunca morre, a tal esperança. Ainda resta um pouco dela em mim.

domingo, 17 de agosto de 2008

(Des)Classificados

Troco urgentemente 5 metros de imaginação por 10 centímetros de inspiração. Oportunidade única!

Troco coração em bom estado, por um fígado novinho! Há algumas cicatrizes em conseqüência de desilusões sofridas, mas ainda bate.

Vendo cérebro semi-novo cheio de idéias e imaginação! Ótimo estado. Preço a combinar.

sábado, 16 de agosto de 2008

Dúvida existencial

Há momentos que me sinto conturbada, aflita, estranha. Nem mesmo posso dizer exatamente quem sou. Como se eu não fosse exatamente a pessoa que vejo no espelho, mas alguém diferente daquela imagem refletida. Papo de doido? Pode ser... Quem sabe eu esteja completamente maluca, mesmo! Ou quem sabe, os malucos são os que me rodeiam.

A vida passa, a gente muda, aprende com certas coisas que acontecem e desaprende com outras. E é aí que a sanidade mental se altera, se confunde. E eu tento me entender, tento me encontrar, e assim buscar algo que me faça ver quem sou realmente e o que estou fazendo aqui neste planeta. Ou o que devo fazer! Qual será minha missão neste lugar?

Tantas dúvidas, tantos problemas, muitos acontecimentos, muita informação. Enquanto o mundo gira, vou procurando meu verdadeiro "eu" e talvez, liberte essa angústia sufocante presa em meu peito.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Amor Sublime

A primeira vez que vi seus olhos castanhos, da cor do mel, uma sensação de tranquilidade inundou minha alma. No primeiro instante que toquei em seus lábios, um calor percorreu por cada centímetro do meu corpo. Aquela voz sussurrando em meu ouvido: "Te adoro!" me fazia flutuar. Naquele momento tão profundo tudo se tornou claro e desde então, minha vida se transformou!
Hoje o que sobrou foram lembranças. Fragmentos de emoções que recordo com ternura e que me dão forças para seguir meu caminho, porque sei que você torce por mim e quer o melhor em minhas escolhas, assim como também desejo o mesmo a você. Talvez, em outra ocasião encontre esses mesmos olhos, sinta esses lábios e toda aquela sensação agradável volte à tona. Enquanto isso, vou em frente em busca de algo que provoque emoção semelhante a que passei contigo. Mas não creio que possa existir amor parecido com o nosso. Não nesse mundo.

domingo, 10 de agosto de 2008

Viajando nas palavras

Ah, como é bom viajar! Pena que não seja possível sempre, por causa do trabalho, dos estudos ou por falta de dinheiro mesmo. Aí eu viajo nos livros, nas mais diferentes histórias. Romance, ficção, drama, comédia, suspense, aventura ou um misto de tudo isso. E lá no meio de tantas letras vou para outro mundo. Viajo, aprendo, relaxo! Seja em casa, no ônibus, na praça ou em um parque (como é bom ler em contato com a natureza!), ou em uma pausa do trabalho lá estou eu com algum livro na mão. Antes de dormir são as palavras escritas por alguém que me embalam para ter uma noite agradável e tranquila. Diversos autores me acompanham, dos mais renomados até aqueles nem tão conhecidos mas que escrevem divinamente. E se não tiver livros por perto, pego revistas, jornais... Qualquer coisa que tenha letras me atrai. Nem bula de remédios e rótulos de alimentos me escapam.
A leitura é um exercício, um prazer. Pode ser uma fuga dos problemas do cotidiano, mas também uma ajuda para tais afinal, com ela nos tornamos mais criativos e ousados por estimular a imaginação. Também nos ajuda a raciocinar e procurar soluções para as dificuldades encontradas ao longo da vida. Ler enobrece, engrandece. 

"Ler pode tornar as pessoas perigosamente mais humanas!"


Vídeo: "Ler devia ser proibido".

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Daqueles momentos alegres...

Hoje acordei com uma certa nostalgia dentro de mim. Lembranças da infância, de um tempo que eu era realmente feliz... E sabia muito bem disso! Cenas vêem em minha mente de momentos alegres outrora vividos. Aqueles domingos ensolarados em que se reunia toda a família na casa da minha bisa. Lembro que tinha uns 8 ou 9 anos. Eu sempre tentava chegar cedo, e logo que entrava na casa uma música gauchesca vinha me receber. Era meu tio-avô que adorava escutar som gaudério. Minha avó preparava a salada de batatas, minha bisa ajeitava a casa assobiando daquele seu jeito que eu achava muito engraçado. Um sopro com um leve som no final. Em seus pés, trazia panos para limpar o chão enquanto caminhava. Estava diminuindo de tamanho com o passar dos anos. Tão pequena e frágil, mas esperta como um gato! Nessa mesma hora meu avô abria a porta, de boina para proteger a careca do frio que fazia lá fora. Trazia pães para o acompanhamento do churrasco. Fui até a parte de trás da casa e encontrei minha tia-avó assando a carne. Sozinha, pensativa. Mais tarde chegavam os primos de segundo, terceiro grau, dindos. Quando a turma da capital resolvia aparecer, vinham em "peso". Tínhamos que trazer outra mesa para caberem todos. E como nos divertíamos! Às vezes, para continuarmos juntos, à tardinha minhas avó, tia-avó e bisa preparavam uma sopa para a janta. Como era confortante a companhia de todos!
Hoje, muitos já partiram para outro mundo, alguns foram estudar em outra cidade e vêm menos para cá e a família da capital não aparece mais tanto. Sobramos poucos e, infelizmente não nos encontramos tanto como gostaríamos. Mas quando tem uma janta, churrasco ou qualquer reunião familiar, a gente sempre dá um jeitinho de aproveitar aquele momento que, com certeza, anos mais tarde será lembrado com tanta ternura e saudade.

Planos esquecidos

Já estamos em agosto. Mais necessariamente no data de 08/08/08. Tantos números iguais será que dizem alguma coisa? Na numerologia devem-se encontrar muitas teorias, sortes e destinos para o dia de hoje. Para mim, apenas um dia a mais. Um data bonita, até. Poderia jogar no bicho, mas não dá mais tempo.
Mas voltando ao assunto, sim, chegamos em agosto! Já passaram 7 meses desse ano e faltam 4 para terminá-lo. Será que não seria uma boa hora para pegar aquela lista de planos de "ano novo" feita lá em janeiro ou fim de dezembro e analisar o que foi e não feito? Muitas vezes fazemos essas listas no reveillón e, nunca mais olhamos. Às vezes até a perdemos, seja numa faxina nas gavetas e caixas ou em alguma instalação nova no computador onde acabam se perdendo muitas coisas armazenadas ali. E a bendita lista vai junto! Ou, quando chega próximo ao dia 31 de dezembro, pegamos a lista antiga para lembrar do que tínhamos prometido e, muitas vezes nada daquilo se cumpriu. Aí é hora de fazer outra, afinal é tradição. Mas para que diabos fazer outra se nem vai olhar depois? Mas se faz!
Então, se você ainda tem a tal lista, pegue-a e comece a ler tudo o que planejou. Alguma coisa foi concretizada? O que falta fazer dali? Será que tudo o que está escrito vale à pena ser feito? Pense com carinho e mãos à obra! Ainda há tempo de colocar os planos em prática. Começar um novo projeto é sempre bom! Nada é impossível. Difícil sim, mas fazendo com afinco e carinho se consegue. E quando chegar o fim do ano, pense bem em quais metas você vai se propor a fazer ano que vêm. E se vale mesmo à pena trancrevê-las para o papel afinal, os planos podem mudar no decorrer do ano.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Um amor de verdade

Lembro daquela noite como se tivesse sido ontem. Queríamos no ver e sabíamos que seria a última vez, o último encontro. Tinha que ser especial. E foi! Aquele momento foi um dos mais intensos e apaixonados que já vivi. Sentir o seu corpo junto ao meu, nossos corpos entrelaçados, transformando-se num só. Uma onda de euforia, felicidade plena, harmonia, amor... Tantas emoções juntas invadiam meu peito! Estava feliz e dali não queria sair. Desejava que este momento durasse para sempre. Em alguma ocasião tive uma espécie de "Déjà vu". Parecia que já havia passado por aquilo antes, em um tempo muito distante. Nós dois já estávamos juntos a alguns anos, mas aquela sensação era de uma época diferente, em um outro lugar, mas com o mesmo momento intenso e os mesmos personagens. Senti que aquele amor era muito mais que eterno e tínhamos uma sintonia, uma ligação muito forte. De repente lembrei que não nos veríamos mais a partir daquele instante, e a angústia começou a se apossar de mim, mas não deixei. Fechei os olhos e aproveitei aquela ocasião tão especial. Sabia que aquilo tudo seria repetido, em breve ou em um tempo distante, neste plano ou em outro. Igual ou melhor. Mas tinha certeza que nos encontraríamos mais uma vez.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Despedida

Estava tudo certo! Malas prontas. Passagem comprada. Passaporte e visto em dia. Porém, lágrimas brotavam de seus olhos e uma emoção estranha percorria seu peito. Uma nova vida estava para começar.
Olhou para seu quarto, suas coisas, tantos momenos vividos alí, tantas lembranças. Óbvio que ia voltar! Era só por um ano que ficaria fora. Pelo menos era o que pretendia... Saiu do quarto e Nick veio correndo para brincar com ela. Parecia que sabia da sua partida. Os cachorros sentem! Abraçou-o e foi até a garagem onde seus pais a esperavam para levá-la ao aeroporto.
No trajeto, foi prestando atenção em tudo: nos carros, nas casas, prédios, pessoas... Coisas que antes ela nem havia notado que existia. Despediu-se de cada coisa. Mesmo reclamando tanto daquela cidade, sabia que sentiria falta dali, afinal, foi onde nasceu e cresceu, conheceu seus melhores amigos e viveu tantos momentos.
No aeroporto, teve uma ótima surpresa! Seus amigos a aguardavam ansiosamente. Todos quiseram abraçá-la e beijá-la. Entre risadas e muitas lágrimas se despediram.
Na fila do check-in, apesar de feliz por ter todos amigos ali e sentindo uma grande expectativa pelo que a aguardava, sentiu falta do abraço de alguém que não recebeu até então. Ele não tinha ido se despedir dela! "Talvez esteja muito ocupado!", pensou.
Antes de entrar no portão de embarque, despediu-se de seus pais. Mais lágrimas inundaram seus olhos e, quando se virou, avistou a pessoa que estava faltando naquela ocasião. "Ele veio!" Correu em sua direção e o abraçou. Ele retribuiu num abraço aconchegante. E lhe deu um beijo... Intenso, daqueles de cinema! As pessoas ao redor olhavam admiradas para aquele casal tão apaixonado no saguão do aeroporto. Que vontade ela tinha de levar um pouco daquele momento num potinho para sentí-lo nas ocasiões que batessem a solidão e o medo.
Enfim, ela embarcou no avião. Ainda um pouco ansiosa pelo que a esperava, começou a lembrar do que fez e viu de sua casa até ali e pensou no quanto era feliz, em como tinha pais adoráveis, amigos sinceros, um cachorro amoroso e uma pessoa que realmente despertava o amor dentro dela. Sabia que nessa viagem apesar da saudade de todos, sua vida só tinha a melhorar cada vez mais. Assim, partiu para um país distante em busca de alguns sonhos, deixando uma parte dela naquelas pessoas tão especiais. E mais uma vez seus olhos encheram-se de lágrimas.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Prisioneira do amor

É engraçado que quando resolvo fugir de ti, você aparece. Quando quero me afastar de você e das nossas lembranças, elas vêm de maneira tão abrupta. Em um minuto, penso na sua pessoa e resolvo parar de correr atrás, parar de te ver. No mesmo dia, você telefona! Há alguma ligação forte entre nós. Naquela vez que você sumiu, não respondia às minhas chamadas, senti que algo de ruim tinha acontececido. Mais tarde, descobri que você havia batido o carro. Sorte você não ter se machucado. Mas eu senti que algo estava errado. Como pode? E recordo de outra vez, que havíamos passado por um momento ruim e não estávamos mais nos vendo. Algumas semanas depois eu tinha pego uma gripe e estava muito mal, de cama. Sem mais nem menos, você me ligou dizendo que havia sonhado comigo e eu estava doente. Estranho, não?! Coincidência, talvez! A única coisa que sei é que por mais que eu tente me afastar de você, mais você se aproxima de mim. Nosso amor é umas das coisas mais lindas, puras e transparentes que já senti até então, mas cada um tem seu caminho e infelizmente não poderemos seguir juntos nossas vidas. Sinto que todo esse sentimento que tenho por ti não é recente e que nos conhecemos não por anos, mas séculos. Quero escapar desse amor que trouxe muitas feridas, mas você me impede! Quero construir uma nova vida, conhecer outras pessoas, mas você não deixa! Vou dormir e o encontro em meus sonhos. Sonhos bons, não nego, mas até lá você não me dá sossego! Já não sei se devo ter dar outra chance ou se fujo para outro país por um tempo. Só sei que quanto mais você se aproxima de mim, mais te amo; e assim, mais fujo por medo de fazer alguma coisa errada. Porque quando a gente se encontra, tudo se torna perfeito... Até nos despedirmos e aí, o círculo vicioso continua, só não sei até quando. E creio que você saiba menos ainda.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

À espera

Acordou eufórica naquele dia calmo de agosto. Estava frio, porém sua excitação pelo que lhe aguardava em breve a aquecia. Ansiosa, tomou um banho rápido e preparou um café. Sentou em sua poltrona, saboreando-o e aguardando o telefonema tão esperado. Que horas ligaria? Terminou o café e foi lavar a xícara. Limpou a cozinha, depois pegou um livro na estante para ler, mas desistiu da leitura logo que começou. Sem cabeça para leituras. Muito ansiosa! "Toca telefone!", implorava. Nada. Foi para a janela, olhou os carros na rua, o trafégo, as pessoas apressadas se batendo, se empurrando... Com tanta pressa de chegar a algum lugar. Ou a lugar nenhum! Tanto fazia, só queria ouvir aquele barulhinho tão aguardado. Aquele "triiimm" nunca foi tão desejado. O dia passou, e ela já estava perdendo as esperanças. "Acho que ainda não será hoje!", pensou. "Mas ele tinha prometido".
Perto das seis horas da tarde, resolveu preparar algo para comer. Já estava quase anoitecendo e imaginava que ele havia desistido. "Vai ver não era para acontecer mesmo". Até que, o aparelho fez o som esperado. Saiu correndo para tirar o fone e atender. Ia atender no primeiro toque, mas esperou um pouco. Não podia deixar transparecer sua ansiedade. "Mas, será que é ele?", disse. Receosa, atendeu:

- Alô!
- Por gentileza, a Sra. Lúcia Gusmen.
- Sim, sou eu. Pois não? - (o coração disparava)
- Olá! Sou Rubens, do RH! Havia dito que ligaria hoje para dar a resposta.
- Pode falar! - (suas mãos tremiam)
- Acabamos de estudar seu currículo e sua entrevista feita semana passada. Pelo o que vimos, você se encaixa perfeitamente no cargo que precisamos aqui na empresa. Gostaria que viesse amanhã começar a dar entrada em seu ingresso aqui na firma.
- Claro! Que horas tenho que estar aí? - (parecia não acreditar no que escutava)
- Às oito horas da manhã. Quando chegar, peça para falar com o gerente, Sr. Flávio Gomes.
- Está bem, estarei lá. Muito obrigada!
- De nada. Até amanhã, então!
- Até!

Estava radiante! Seus olhos brilhavam de contentamento. Não acreditava que, depois de tanto tempo sem emprego, procurando tanto por inúmeros lugares, enfim conseguira um trabalho. E um trabalho excelente, com um salário muito bom! Sonhou tanto com esse dia... E enfim ele chegou! A vida estava começando a lhe trazer os frutos; começava enfim, a melhorar. Pelo menos era o que ela esperava. Sensações de alegria e entusiasmo percorriam por cada pedacinho do seu corpo. Era uma notícia boa, a tempos não recebia uma. Tinha vontade de gritar ao mundo o quanto se sentia feliz! Precisava ligar para seus amigos e contar a novidade. Mas não, por enquanto pensou em guardar só para si, no momento certo eles iriam saber.
Foi para a cozinha, abriu uma cerveja estupidamente gelada e comemorou sua conquista. E que cerveja deliciosa. Esta tinha um gosto diferente: tinha um gosto de vitória!