sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dia de festa

Há dois anos eu criei este blog para colocar alguns de meus milhares de pensamentos e ideias um pouco mais ordenadamente em forma de textos e tentar entender um pouco desse grande mistério que é a vida. Mais uma espécie de terapia que outra coisa... Porém, nunca imaginei que  fosse  durar mais que um ano (já estamos em dois) e também chamar tanta atenção de leitores. Como é bom ver tantas pessoas acessando, lendo, comentando e curtindo meu filhote. Fico muito feliz e surpreendida pelo sucesso do "Coisas da Vida" (comentei isso ano passado, mas ainda me espanto com o desfecho dele).

Dois anos e aqui estamos com mais de 120 textos, de ótimos a regulares, de alegres a tristes, de sérios a engraçados... Textos que fazem parte da vida. Da minha e de quem lê também. Tantos sentimentos, momentos, dúvidas que às vezes parece que somos o único ser do mundo que temos e sentimos, e que se analisarmos, são situações comuns do cotidiano de muita gente.

E eu, como mudei nesse tempo... No físico, mas principalmente no emocional. Mais madura, mais consciente de certas coisas. Muitas descobertas, amores e desamores, amizades e pessoas que  vieram para dar um colorido à minha existência, escolhas, dúvidas, destino, surpresas, emoções... Essas coisas da vida! Só em repassar alguns textos antigos e comparar aos novos, vejo o quanto essa mudança foi significativa. E graças à Deus, pra melhor! Passei muitos meses de 2009 sem escrever. Por algum motivo não conseguia botar no papel aquelas sensações que surgiam em mim, mas agora volto ao ritmo. E que o blog siga em frente!

Então 'let's go'! Vida longa ao "Coisas da Vida".
Cantaremos "Parabéns a Você" e comemoraremos esses dois anos completados hoje, dia 28 de maio de 2010.

Obrigada a todos pelas visitas e comentários. Continuem passando por aqui. A porta está sempre aberta.

sábado, 22 de maio de 2010

Esse meu desassossego

Ando num desassossego sem tamanho e minhas emoções, ultimamente tão grandes, já não cabem em mim. Há uma inquietação, uma expectativa por algo que não sei o que é e não sei da onde vêm... Talvez seja daquilo que tanto me falta, apesar de não saber exatamente o que me falta.

"Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.

Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam antes de concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam."
(Martha Medeiros
)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Música para a alma

Semana passada fiquei horas na frente do computador ouvindo o novo álbum do Jorge Drexler (cantor e compositor uruguaio, radicado na Espanha) "Amar la trama". Quem não o conhece, clica aqui e dá uma averiguada no site dele. Impossível não se apaixonar pelas suas músicas, letras e melodias... E assim está o novo trabalho dele: apaixonante! Pura poesia com um toque contemporâneo. Adoro!

Muitas de suas músicas são como trilha sonora de várias situações da minha vida. Outras, simplesmente me acalmam, acalentam... Eu não só ouço Drexler, como o sinto em toda essência de sua voz, letra e melodia.

Deixo o vídeo da música "La trama y el desenlace", uma das minhas favoritas e, modéstia a parte acho que o som dele combina com meu blog. Espero que gostem.



quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quase 30

Uma década do novo século já passou e eu, fechando três décadas de vida. Ou quase. Pois então direi que estou vivendo os meus quase 30.

Número redondo: 30! Ok, é só um número. 30. Ai! E pensar que, quando era adolescente os ‘30’ eram algo tão abstratos, longínquos...

Mas quem se importa com a idade se o que tem aqui dentro vale muito mais? Experiência, maturidade e carinha de 22 (tem gente que dá menos, mas deixamos assim). É, estou bem modéstia a parte. Feliz, acima de tudo.

E cá estou, entre tantas aventuras já vivenciadas, caminhos percorridos onde aprendi muito e me fizeram crescer como pessoa, tantos amores, desamores e paixões que me tiraram o sono, que me fizeram sonhar, que me ensinaram a amar, amigos especiais, pessoas que se foram e deixaram saudade, uma formatura, uma pós-graduação, uma fase de encruzilhada sem saber pra que rumo seguir, as festas fantásticas, ‘las noches calientes’, surpresas boas e ruins...

Quanta coisa já aconteceu nesses anos todos, e pensar que vem muito mais por aí. Muito mais pra sonhar, pra viver, pra sentir, pra se apaixonar...

Assim, sigo sentindo cada instante dos meus quase 30. Sentindo cada minuto do meu dia, o gosto doce do leite de manhã, do amargo do chimarrão no final do dia, daquele beijo nunca esquecido; sinto o perfume de amaciante da roupa que visto, o cheiro da chuva lá fora; sinto as folhas caindo das árvores, as pessoas andando nas ruas... Sinto o sorriso de uma criança que alegra meu coração, do mesmo jeito que sinto um abraço carinhoso, a companhia de alguém querido. Sinto cada palavra do livro que estou lendo, da música que ouço, do vento nos meus cabelos, da saudade de quem amo, da alegria em existir.

Sinto a vontade de viver intensamente. Sempre.

Aos quase 30, me sentindo.

Foi quase...


"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi." 

(Luís Fernando Veríssimo)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Be Happy

Seja Alegre!
"Conta Camille Fiaux a história de um jovem que, decepcionado em seus amores, entregou-se a uma tristeza sem fim, lamentando-se, definhando, considerando-se o mais infeliz dos homens. Certa noite, quando sozinho se entregava a lamentações sobre o mundo e a humanidade em geral, apareceu-lhe um anjo, e lhe deu um espelho.
- Este espelho é como o mundo, que você tanto acusa: ele reflete a imagem que lhe é apresentada. Olhe-se! Sorria! E veja se o espelho não lhe dá também um sorriso! 
O anjo fez depois o jovem prometer que, todas as manhãs, sorriria para o espelho, e se esforçaria para conservar esse sorriso o resto do dia. O moço cumpriu o prometido. Dentro em breve tornou-se outro, alegre, querido de todos, e não tardou que um novo amor viesse ocupar o lugar do primeiro." (Correio Feminino - Clarice Lispector)
  
Acho que não há muito a dizer depois de ler esse texto, não?! Porém não custa chamar a atenção de algo que parece tão bonito mas na prática vemos pouco hoje em dia: a beleza de um sorriso! Bom-humor é uma das fórmulas para estarmos bem de espírito. Quem vive reclamando, queixando-se da vida, emburrado com tudo, boa coisa não trará para si. As pessoas se afastam, os problemas aumentam, nada parece funcionar direito. Mas um sorriso, uma boa dose de alegria no dia-a-dia deixam-nos muito melhores, mais bonitos, simpáticos, os problemas se tornam pequenos, e até mesmo, acessíveis para serem resolvidos. E lembre-se: o sorriso contagia. Quanto mais sorrimos, mais as pessoas ao nosso redor sorrirão também.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A grandeza de um sentimento

Havia tantos sentimentos bons naquele coraçãozinho. Era difícil acreditar que há dois anos, a angústia e a tristeza tomavam conta dele. Tantas descobertas nesse tempo fizeram-na ver as coisas de maneira diferente, e de descobrir quão bonita e encantadora ela era e como chamava a atenção dos homens ao seu redor, coisa que antes nem percebia (ou talvez não quisesse perceber).

Um momento de libertação inconsciente, uma mudança em si mesma, um sentimento a mais que amizade fez nascer nela algo grandioso, uma sensação que não tomou forma precisa, mas que é incrivelmente boa. Ora, esses sentimentos que confundem a mente e o coração...
Escrever, falar, guardar só para si, ela já não sabia mais o que fazer com aquelas impressões que invadiam seu peito, sua mente, seu espírito. Buscava nisso tudo, um equilíbrio entre a razão e a emoção. Um equilíbrio entre o sentimento de amizade e aquele outro a mais que surgiu não sabia como, nem porque e ainda não conseguia defini-lo. Queria contar às pessoas, mas ninguém a entendia. Porém, o que isso importava? Era ela que sentia tudo isso e a fazia feliz. O que importava também se de tudo isso não houve um belo romance? Se houvesse, lindo seria... Mas não houve, o que era uma pena, contudo ela não queria perder essa magnitude, essa força que a fazia sorrir e, principalmente, a essência que aquela amizade possuía.
O futuro era duvidoso, mas certamente o que ela levaria pra lá eram boas emoções que já a acompanhavam no presente. Assim ela estava com uma paz no coração e agradecida pelo que lhe acontecera... Agradecida principalmente por ele ter cruzado seu caminho, e pelo carinho que ambos sentiam um pelo outro.
___________________________________________
Era estranho imaginar como o processo de libertação fosse algo tão lento e dolorido. E talvez fosse mesmo se a vida não tivesse ajudado a encurtá-lo. Existe um sentido para isso, como para todas as coisas que nela acontecem, embora, às vezes demorássemos tanto para entender. Mas, podemos dizer com certeza: nada é por acaso.