Quase 30

Uma década do novo século já passou e eu, fechando três décadas de vida. Ou quase. Pois então direi que estou vivendo os meus quase 30.

Número redondo: 30! Ok, é só um número. 30. Ai! E pensar que, quando era adolescente os ‘30’ eram algo tão abstratos, longínquos...

Mas quem se importa com a idade se o que tem aqui dentro vale muito mais? Experiência, maturidade e carinha de 22 (tem gente que dá menos, mas deixamos assim). É, estou bem modéstia a parte. Feliz, acima de tudo.

E cá estou, entre tantas aventuras já vivenciadas, caminhos percorridos onde aprendi muito e me fizeram crescer como pessoa, tantos amores, desamores e paixões que me tiraram o sono, que me fizeram sonhar, que me ensinaram a amar, amigos especiais, pessoas que se foram e deixaram saudade, uma formatura, uma pós-graduação, uma fase de encruzilhada sem saber pra que rumo seguir, as festas fantásticas, ‘las noches calientes’, surpresas boas e ruins...

Quanta coisa já aconteceu nesses anos todos, e pensar que vem muito mais por aí. Muito mais pra sonhar, pra viver, pra sentir, pra se apaixonar...

Assim, sigo sentindo cada instante dos meus quase 30. Sentindo cada minuto do meu dia, o gosto doce do leite de manhã, do amargo do chimarrão no final do dia, daquele beijo nunca esquecido; sinto o perfume de amaciante da roupa que visto, o cheiro da chuva lá fora; sinto as folhas caindo das árvores, as pessoas andando nas ruas... Sinto o sorriso de uma criança que alegra meu coração, do mesmo jeito que sinto um abraço carinhoso, a companhia de alguém querido. Sinto cada palavra do livro que estou lendo, da música que ouço, do vento nos meus cabelos, da saudade de quem amo, da alegria em existir.

Sinto a vontade de viver intensamente. Sempre.

Aos quase 30, me sentindo.

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