das tardes de outono.

enfim, ela descansava num sossego recompensador. passado todo um turbilhão, agora era hora de por as ideias em ordem, o corpo repousar e a vida, organizar. sentia falta de poder cuidar de si mesma, contemplar a vida em detalhes sem a pressa dos compromissos, como fazia ali, naquele instante. um novo ciclo se preparava para nascer.

naquele momento, ela deixava as preocupações de lado, conectando-se com a natureza e com o livro que estava lendo. ora lia duas ou três páginas. ora reparava nas árvores, nas plantas, nos pássaros que ali pairavam. então mirou o horizonte e o céu laranja do fim de tarde: 'esses finais de tarde nos fazem sentir em outra época que não neste instante', concluía por fim.

entre devaneios, leituras e nostalgias, folhas secas e fins de tarde agradáveis de outono, ela aguardava sua alma florescer, pronta para novos caminhos. mas, ela sabia bem que tudo era uma questão de tempo. e das leis da natureza, claro.

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