Pessoas

Nesses dias caminhando pelas ruas de Salamanca, vi inúmeras pessoas (na real, na viagem toda até aqui a quantidade de pessoas que ando vendo é enorme; que mundo gigante vivemos) e aqui todas são muito simpáticas, bom atendimento na maioria dos restaurantes, cumprimentam aonde passamos, nas lojas, na escola e onde for, respondem com muita educação quando pedimos qualquer informação na rua e, puxam assuntos com desconhecidos. Que dizer, nem todos são as assim, mas as senhoras de idade posso dizer que são.

Em apenas uma semana duas senhoras vieram conversar comigo na rua. A primeira, com 90 anos, numa das mesas da Plaza Mayor, veio conversando assim do nada. Comentou das raspadinhas que havia comprado e mais uma vez não tinha ganhado; do médico que proibiu ela de fazer muito esforço por causa do coração; da família, dos filhos e mais um monte de coisas que não entendi muito bem porque falava muito depressa. Uns dois dias depois, em um banco numa pracinha, eu estava sentada esperando um amigo quando outra senhora veio pedir licença para sentar-se ao meu lado. Tinha oitenta e poucos anos, também falava muito depressa e não entendi algumas coisas do que dizia. Perguntou da onde eu era e não acreditou na minha idade (deve ter imaginado que eu tinha uns 15, 20 anos, pois se preocupou muito por eu estar sozinha em outro país). Ambas falaram  comigo como se eu fosse da família delas, muito íntimas.

As duas senhoras foram muito amáveis, simpáticas. Sem receio de falar com estranhos. Os espanhóis são assim, abertos, sociáveis (pelo menos a grande maioria). Não é a toa que brasileiros se adaptam muito bem por aqui.

Alguns dias atrás, me chamou a atenção também que algumas crianças me olham e sorriem. Não sei o motivo, nem sei se há algum. De qualquer forma, adoro as crianças e o sorriso delas me deixa ainda mais alegre.

Gosto dessa troca de ideias, de diálogos, de receber um sorriso de uma criança. Esses momentos deixam minha viagem mais colorida (e um tanto divertida também).

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