A intensidade de um momento

Estava frio. Era um daqueles dias outonais de Caxias do Sul. Céu encoberto, chuvisqueiro, cerração. Fiz um mate para me aquecer. Peguei o livro que estava lendo, ajeitei algumas almofadas e sentei em minha cama para lê-lo. Pouco mais de cinco minutos o telefone tocou. Atendi! Reconheci a voz do outro lado da linha. Aquela voz que outrora sentia calafrios quando escutava, um certo frio na barriga. Ah, como era bom escutar aquela voz! Ao ouvi-lá, me trouxe uma certa nostalgia. Que saudade daquele tempo. Como éramos felizes!
 
Desliguei o telefone. Uma hora depois, o interfone tocou. Pedi quem era. Ouvi novamente a mesma voz que escutava a pouco pelo telefone. Abri a porta. Ali estava o dono daquela voz. Abracei-o. Beijei-o de uma maneira intensa, profunda. Um beijo quente. Fui correspondida. Seu beijo, seu abraço, seu cheiro... Como era bom. Como ele fazia eu me sentir bem.

O tempo congelou. A emoção se intensificou cada vez mais. Estava extasiada! Que momento agradável. Um momento para se viver eternamente!

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