sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

então, a vida segue.


Te vi. Depois de tanto tempo. Tão você, mas tão diferente. Te vi e você não me viu. Ainda bem.
Te vi. Fumando. Alguns quilos a mais. Te vi e te olhei. Miradas y miradas.
Te vi de longe, te admirei como antes. Te olhei e me questionei: 'Esse era o cara que eu gostava tanto?' Era. Era você. Ali, compenetrado nas pessoas da rua, na fumaça do cigarro, nos automóveis que passavam... Ou não. Esse dali não era aquele que eu fazia juras de amor. Esse era um desconhecido pra mim. Um estranho.
Sim, te vi. Você me olhou através do vidro do táxi, mas não me viu. Ou não me reconheceu. Ainda bem! 
Mas seria possível não me reconhecer depois de tantos anos? Talvez seria, se não fosse amor.
Alegria? Tristeza? Indiferença? Saudade? Nada disso, apenas te vi. Mais uma vez. Talvez a última. Talvez não. Mas te (re)vi. E foi só.

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