no rain, no rainbow.

 

Acordou com dores horríveis, mal conseguindo levantar-se da cama. Dor essa que atrapalharia seu dia, seu trabalho. Sua vida. Medicou-se, mas não foi trabalhar. Sentia-se culpada pela doença, mas não tinha sido ela que inventara aquela dor. Ou tinha? Dor aguda. Seria essa dor sentida um reflexo de outra dor contida? Uma dor dilacerante. Já havia sentido outras vezes dor semelhante, embora nunca se acostumasse a tal. Mas quem se acostumaria à dor? Lágrimas escorriam involuntárias do seu rosto. Dor. Forte. As dores se misturavam. Ora chorava por uma, ora pela outra que já pensava terem se unido e formado uma dor só. Lancinante. Era momento de tomar um analgésico. Descansar. Aliviar a primeira dor. A segunda era mais difícil. Essa ela ainda não tinha a receita que curasse. Mas, melhorando de uma, a outra passaria com o tempo. Se não fossem as dores, não haveria o bem-estar do depois. Como a chuva e o arco-íris. E ela precisava estar melhor e se preparar para os dias que viriam. Com menos dores, mais cores e muito mais amor.

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