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Um pedido

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E eu pensando que já tinha ido, mas você retornou e bagunçou meu coração mais uma vez...   Nós dois vivemos um grande amor, não posso negar, porém ele nunca poderia sobreviver a tanto sofrimento e tanta mentira. Amor é justamente o contrário de tudo isso. Por isso, eu te deixo livre para ser feliz e seguir teu caminho. Essa é minha forma de dizer o quanto amor tenho por ti e que te quero sempre bem.   Não pense que não atendendo às suas chamadas é que eu não gosto mais de você, pelo contrário, gosto muito e é por isso que te deixo. E gosto mais ainda de mim mesma . Por essa razão, quero me preservar dos sentimentos ruins e não viver mais de tristezas e vazios. Quero paz no meu coração. Assim, peço-te que me liberte também. ♫ "Porque sé que me espera algo mejor Alguien que sepa darme amor De ese que endulza la sal Y hace que salga el sol ... " ♫ (Julieta Venegas)

Do amor que sinto...

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"Qualquer maneira de amor vale à pena, qualquer maneira de amor valerá." Te ver feliz me deixa feliz. E embora algumas coisas nos afastem O carinho que tenho por ti é imenso. De tantos amores que tive; De tantas paixões nessa vida; O sentimento por ti é diferente de tudo. É transparente como o sorriso de uma criança. Tanta ternura, tanto amor... Quando estou triste, Chateada com a vida, Desanimada, Fecho os olhos e penso em ti. Então, meu coração se enche de alegria! Na próxima vez em que nos encontrarmos - e que esse dia venha logo - Quero te abraçar e te dar todo meu carinho. Te olhar bem nos olhos, Te proteger, te fazer cafuné. Sinto tanta saudade tua... Pois se saudade é sentir o amor pelo avesso, quero virá-lo do lado certo. E ainda que essa história não terminou da forma como eu esperava, O sentimento que descobri contigo é o que me faz sorrir todos os dias.

Orkutchencontro: 1 ano

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  Tudo começou com algumas pessoas e um assunto em comum: livros , em um post qualquer de uma comunidade de leitores assíduos do orkut. E o papo foi crescendo cada dia, o grupo aumentando a ponto de fazer uma comunidade própria, e não só o assunto literatura era o mais falado, como outros do dia e a comunidade virou uma grande família. Nesse tempo, tiveram alguns encontros regionais, menores, e algumas pessoas iam se conhecendo pessoalmente. Até que um dia qualquer, saiu a ideia de um encontro maior, um 'megaorkontro' para assim, reunir o maior número de pessoas da comunidade. Em 17/10/2009 (há exatamente um ano atrás) saiu o 1º orkutchencontro . 27 orkuteiros da comunidade 'Gostamos de Ler' se reuniram em Nova Prata, interior do RS, para confraternização de uma amizade sem explicação, e que só vêm crescendo cada vez mais. Foram dias especiais na vida de todos e que deixaram muita saudade. Gente de diversas regiões do Brasil, de sotaques diferentes, de idades que v...

Doces desejos

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  Ando com um desejo incontrolável de comer doces nesses últimos dias... Mas por que, se a vida já é feita de imensa doçura?!

Estranhos conhecidos

Já se conheciam a tempos, mas naquele instante pareciam estranhos um ao outro. E desconhecidos, se descobriam numa ânsia de curiosidade, numa fome insaciável de prazer egoísta, e ao mesmo tempo, recíproca. Aqueles corpos, antes tão conhecidos, naquele momento eram novidades para o outro, para si mesmo; ali se descobriam, brincavam e se esbaldavam. Não pensavam no amor - se é que ali existia, e é possível que sim - nem na amizade de ambos. Era apenas prazer puro e simples. Estavam descarregando a ansiedade do dia, esquecendo os problemas, inventando alguma emoção que ainda não haviam sentido até então. Ela, sonhadora e idealizadora de um futuro grandioso; ele, cético das coisas do mundo, apenas vivia o que a vida lhe impusera. Contudo, naquele instante não haviam regras, não havia futuro nem passado. Era o agora, um agora sem pressa de terminar, sem compromissos. Era uma liberdade que os dois tanto almejavam e ali desfrutavam, em meio  a sussurros e gemidos. E depois que tudo ...

Los caracoles no saben que son caracoles

"- ¿Mamá? - ¿Qué? - ¿Los caracoles saben que son caracoles? - Y yo que sé. ¿Qué pregunta es ésa? [...] - Yo creo que no, mamá. - ¿Que no qué? - Que los caracoles no saben que son caracoles. - ¿Por qué? - Porque no pueden verse." (Trecho do livro "Los caracoles no saben que son caracoles" de Nuria Roca). Às vezes  estamos tão alheios a nós mesmos e tão ocupados com o que ocorre ao nosso redor que não percebemos nossas próprias qualidades e nem vemos o quanto incríveis somos . Assim como os caracóis.

Happiness

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Caminhando pelas ruas da Espanha, por vários momentos senti uma sensação confortante no meu peito que a tempos não sentia igual. Ali, sozinha, passeando por lugares desconhecidos,  em um país diferente, que surpresa agradável tive! Que vontade de abraçar o mundo e sorrir sem motivo algum! Pois a felicidade chega a qualquer momento, quando menos esperamos. "La felicidad es como una mariposa. Cuanto más la persigues, más huye. Pero si vuelves la atención hacia otras cosas, ella viene y suavemente se posa en su ombro." (Viktor Frankl)

Alegria de primavera

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  Do céu azul à brisa que bate no rosto; Das roupas mais frescas; Das temperaturas mais elevadas; Do amor que transborda no peito dos enamorados; Dos meus espirros intermináveis; Das flores que desabrocham, colorindo a cidade; Dos dias mais longos; Da saudade daquele sorriso que enternece meus dias... Assim, setembro se despede com gostinho de início de primavera.

De volta!

Voltando de viagem, horas e horas de voo... 1ª hora: Repasso cada momento vivido nesses 31 dias em terras espanholas. Quanto vi, vivi, aprendi, conheci pessoas e lugares... Sou uma pessoa completamente diferente daquela que chegava a um mês atrás. Mudei muito, e pra melhor. O coração aperta ao lembrar do que deixei na Espanha, ao mesmo tempo se abre para o futuro e para o que virá. 2ª hora: Almoço! E claro, 'la siesta'. Ora , ainda estamos em ritmo espanhol. 3ª hora: Acordei e vi que passava um filme, meio água com açúcar pro meu gosto, mas pelo menos treinei mais um pouco meu espanhol. 4ª hora: Comecei a ler um livro novo que comprei um dia antes, em Madrid, de uma escritora de Valência. Muito divertido! 5º hora: Começa a passar "Karatê Kid" . Pelo que notei, a grande maioria das pessoas no avião acoradaram para ver o filme. 6ª hora: Levanto um pouco pra me espichar, caminhar, alongar o corpo e aproveito para ir ao banheiro. Já estamos sobrevoando o Atlâ...

E na Espanha, eu me apaixonei...

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Sim, me apaixonei! Me apaixonei pelas cidades e lugares que visitei, pelas pessoas que conheci, pelo 'castellano', pelos sabores das comidas que experimentei, pelos cafés, pelas ' cañas' e outras be bidas espanholas, pelas 'fiestas' , pelas lojas e feiras, pela alegria do povo espanhol... Me apaixonei pela bela cidade de Salamanca, pela Plaza Mayor e seus arredores, pela minha família ' emprestada ' que me deu alojamento e conforto, pelo pessoal da escola (colegas e professores), pelo clima da cidade... Me apaixonei por Aveiro , em Portugal, seu porto, sua praia, suas casinhas que parecem de bonecas; por Segovia y Avila, cidades pequenas , porém muito bonitas. Me apaixonei pelo castelo de Isabel de Castilla (foi como viajar até a época medieval - sensação maravilhosa); me apaixonei por Toledo , cidade pequeníssima mas encantadora e charmosa com suas ruas estreitas e seus prédios de uma arquitetura minuciosa ... Me apaixonei por Madrid, 'l...

Status: Feliz

Último dia na Espanha. Hoje, passeando pelas ruas de Madrid, senti uma paz que a tempos não havia sentido. Uma leveza de espírito, uma felicidade plena; uma sensação de liberdade e independência únicas. De coração tranquilo, volto para casa.

Despedida (2)

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E então, me despeço de Salamanca. Passou tão rápido... E foi tão bom! Uma cidade que me acolheu desde o primeiro dia, como se eu vivesse ali desde sempre. A casa onde eu vivi, a família que me acolheu como se eu fosse integrante dela; a escola, os professores e colegas, os amigos; as pessoas que conheci e tive um carinho tão grande como se fossemos já grandes amigos (chato pensar que a grande maioria nunca mais verei pessoalmente); as comidas e bebidas que provei; as festas; os passeios e excursões; as compras (muitas!), as paisagens belíssimas; a arquitetura fantástica... Vivi grandes emoções, aprendi muito. Que dias maravilhosos passei! Salamanca, ¡ Te quiero mucho!

Despedida (1)

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Se me fosse concedido um pedido agora, queria mais uma semana em Salamanca.

En la clase de español (3)

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Esses dias, na aula de espanhol, tivemos que falar sobre um escritor do nosso país (sabendo que há gente do mundo todo na turma, houve uma diversidade de nomes literários). Eu como boa gaúcha e amante de poesia, não poderia ter deixado de citar Mario Quintana, com suas poesias simples e cheias de ironia. Em meio às pesquisas, me deparei com um poema que gosto muito, mas havia esquecido. Um poema que tempos atrás era um dos que mais falava por mim... Aí vai ele: D o amoroso esquecimento "Eu agora - Que desfecho - Já nem penso mais em ti... Mas será que nunca deixo De lembrar que te esqueci?!" Esquecimento é algo extremamente complexo para um ser humano, exceto  para os que sofrem de amnésia ou alzheimer.

Começar de novo

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Um ano atrás houve um beijo, uma despedida, um fim. Um ponto final em uma história que parecia nunca terminar. Mas terminou! Num beijo; o último beijo. Porém, depois do último, sempre vem um novo beijo; O primeiro, de tantos primeiros beijos trocados na vida. De um novo amor, uma nova paixão... Não vejo a hora de começar tudo outra vez!

En la clase de español (2)

"[...]Amo o amor que se reparte en besos, leche y pan. Amor que puede ser eterno y puede ser fugaz. Amor que quiere libertarse para volver a amar. Amor divinizado que se acerca Amor divinizado que se va." (Pablo Neruda)

En la clase de español (1)

"Érase una vez un lobito bueno al que maltrataban todos los corderos. Y había también un príncipe malo, una bruja hermosa y un pirata honrado. Todas esas cosas había una vez. Cuando yo soñava un mundo al revés." (José Agustín Goytisolo - poeta español)

La vida puede que no se ponga mucho mejor que esto

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Cidade de Toledo, Espanha ♫ "Claro que lo sé, Lo tengo más que claro. Los días raros son muchos Y los días buenos, raros. Duró la efímera rosa Lo que duran los suspiros Lo que una mariposa dura Fuera del retiro. Y aunque no haya una razón, Todos a sus puestos, La vida puede que no Se ponga mucho mejor que esto. Por una vez que no duele, Todo el mundo a bordo Que la pena cante hoy En oídos sordos. Claro que también, Melancolía manda Con su pluma minuciosa, Deshace afanosa lo que uno anda. Dejemos que esa nostalgia Nos bese la cara seca, Como el sol de los domingos Besa la plaza de Chueca. Y aunque no haya una razón, Todos a sus puestos, La vida puede que no Se ponga mucho mejor que esto. Por una vez que no duele Todo el mundo a bordo, Que la pena cante hoy En oídos sordos. Que la pena cante hoy En oídos sordos." ♫ (Jorge Drexler)

Necessária solidão

Viajando sozinha vejo que a solidão não é algo ruim como parecia ser. Pelo contrário, é nela que encontro uma grande aliada para enfrentar meus medos e inseguranças; faço dela uma companhia muito agradável nas horas que não tenho alguém por perto e, graças a ela posso me descobrir mais corajosa para enfrentar a vida e mais independente também. Podemos chamar isso de "solidão necessária". Algo que precisamos vivenciar e sentir de vez em quando para nosso autoconhecimento e espiritualidade. Isso faz um bem enorme pra alma! Faz bem pra vida, faz bem pra nós mesmos. E que bom ter a sensação de liberdade nessa solidão amiga! "Vou adiante como posso, liberdade é do que gosto..." (Paula Toller)

Pessoas

Nesses dias caminhando pelas ruas de Salamanca, vi inúmeras pessoas (na real, na viagem toda até aqui a quantidade de pessoas que ando vendo é enorme; que mundo gigante vivemos) e aqui todas são muito simpáticas, bom atendimento na maioria dos restaurantes, cumprimentam aonde passamos, nas lojas, na escola e onde for, respondem com muita educação quando pedimos qualquer informação na rua e, puxam assuntos com desconhecidos. Que dizer, nem todos são as assim, mas as senhoras de idade posso dizer que são. Em apenas uma semana duas senhoras vieram conversar comigo na rua. A primeira, com 90 anos, numa das mesas da Plaza Mayor, veio conversando assim do nada. Comentou das raspadinhas que havia comprado e mais uma vez não tinha ganhado; do médico que proibiu ela de fazer muito esforço por causa do coração; da família, dos filhos e mais um monte de coisas que não entendi muito bem porque falava muito depressa. Uns dois dias depois, em um banco numa pracinha, eu estava sentada esperando um ...